Legislativas 2015

Pedro Passos Coelho quer acordos com o PS

Pedro Passos Coelho quer acordos com o PS

Ao fechar o pano da noite eleitoral, Pedro Passos Coelho anunciou, naturalmente, que PSD e CDS-PP vão reunir "de forma muito expedita" os órgãos nacionais para formalizar um acordo de Governo. Mas, na declaração da noite, Passos deu a entender que quer acordos com o PS.

Paulo Portas e Pedro Passos Coelho entraram juntos. Subiram ao palanque da coligação Portugal à Frente, no hotel Sana, em Lisboa, mas foi o líder do PP que discursou primeiro.

Sem alcançar a maioria pedida durante a campanha eleitoral, Pedro Passos Coelho vê-se perante a necessidade de reforçar posições no Parlamento. Salientou, portanto, que a coligação sabe "que há alterações na relação de forças no Parlamento", mas que agora "é tempo de união, de construção, de compromisso e de política".

"Respeito profundamente a decisão que os portugueses tomaram e não deixarei de fazer tudo o que está ao nosso alcance, para que o desejo inequívoco dos eleitores que nos confiaram a missão de poder governar seja cumprido. Iremos promover de forma muito expedita a convocação dos órgãos nacionais dos respetivos partidos para formalizar um acordo de governo".

Para já, o líder do PSD diz que a "tarefa mais emergente é dotar o país de um orçamento" e, portanto, "tomará a iniciativa de contactar o PS para procurar os entendimentos indispensáveis, as reformas estruturantes da sociedade portuguesa".

O líder laranja referiu-se ainda ao carácter europeísta do PS que poderá servir para "juntar todos os que querem construir um país melhor".

Antes, Paulo Portas frisou que a coligação venceu "com clareza e com uma significativa distância em relação ao segundo classificado. Este resultado desmente quem nos deu como derrotados", admitiu, salientando que esta foi a "primeira vez, desde 1980, que uma coligação terminou uma legislatura".

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"Agradecemos, por isso, aos portugueses a oportunidade que nos deram", explicou, apesar da falta de um resultado mais claro. "Os portugueses quiseram, com total clareza, que o PSD e o CDS fossem governo durante mais quatro anos. Não nos deram maioria absoluta. Saberemos responder a isso", garantiu.

Quanto ao resultado socialista, Paulo Portas foi claro. "O resultado socialista é inapelável. As coisas são como são. Não é, por isso, possível transformar uma derrota nas urnas numa espécie de vitória na secretaria", concluiu.

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