Paulo Portas

Portas acusa Costa de "radicalização extrema"

Portas acusa Costa de "radicalização extrema"

O líder do CDS-PP acusou o secretário-geral do PS de se preparar para não respeitar a vontade popular e votar contra o programa de Governo de PSD e CDS-PP, no caso de a coligação ganhar as eleições.

"Não é uma atitude respeitadora da vontade popular nem uma atitude construtiva. É um caso inédito na democracia portuguesa o que está a suceder. O líder do maior partido da oposição já não fala como se fosse ganhar, já só ameaça o que fará se perder", afirmou Paulo Portas, referindo-se a uma das notícias de primeira página do semanário "Expresso".

Em declarações aos jornalistas em Amarante, Paulo Portas afirmou que António Costa, depois de ter anunciado que votaria contra um orçamento que não conhece, "agora radicalizou ainda mais: não deixará a coligação aprovar o seu programa de Governo se a coligação ganhar as eleições".

Na primeira página, o "Expresso" titula este sábado: "Costa chumba governo de direita minoritário", escrevendo em subtítulo que o "PS pensa que será governo se não houver maioria PSD/CDS. Costa confia na maioria de esquerda e na capacidade para fazer acordos".

Paulo Portas, baseando-se nesta notícia, afirmou que o que António Costa "está a sugerir é que já não tem um projeto construtivo para o país, é que tem apenas um desígnio, conseguir uma maioria negativa, que não é capaz de governar porque PS, PC e Bloco não se entendem sobre questões essenciais, mas tem como único fito impedir que quem o povo escolhe, governe".

"Isto tem uma gravidade séria", declarou, argumentando que tal atitude geraria um "cenário de instabilidade" política e de "paralisia económica, o que significa que todos os indicadores positivos como a confiança, investimento e criação de emprego seriam prejudicados".

O líder centrista insistiu que "quando o eleitorado vota faz a sua escolha, e no dia seguinte, quem ganha deve ter condições para poder governar".

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"Em democracia quando o povo escolhe não deve ser respeitada a vontade do povo? Eu acho que isto tem muito pouco a ver com o PS democrata e fundador da democracia. Isto é uma radicalização extrema da atitude política", sublinhou.

"Isto não é aceitável, eu acho que o doutor António Costa devia retificar imediatamente isto", desafiou.

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