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Setúbal: Novo aeroporto é a única obra em discussão

Setúbal: Novo aeroporto é a única obra em discussão

Com as legislativas de junho de 2011, todas as grandes obras públicas anunciadas para a Região de Setúbal pelo Governo socialista foram suspensas.

Desde o Hospital do Seixal ao TGV e à terceira travessia do Tejo todas caíram. Apenas uma se mantém na ordem do dia: a ampliação do Aeroporto da Portela, agora para o Montijo. A história remonta a 2005, quando o Governo de então tomou a decisão de construir o novo aeroporto na Ota, a cerca de 40 km a norte de Lisboa.

Em 2007, a agulha mudou e a alternativa mais viável passou a ser o Campo de Tiro de Alcochete. Um ano mais tarde - depois de muita polémica e com o antigo ministro das Obras Públicas, Mário Lino, a considerar a Margem Sul um "deserto", pelo que "jamais" poderia receber o novo aeroporto - José Sócrates acabou por ceder a Alcochete, pondo de lado a opção Ota e ainda o estudo realizado pela Associação Comercial do Porto, que defendia a opção "Portela+1". Hoje é a Base Aérea número 6, no Montijo, que ganha mais relevo. Desde 2011 que deputados eleitos pelo círculo de Setúbal lutam por essa hipótese. Em Março de 2012, Pedro do Ó Ramos considerou que se trata da melhor opção quer a nível financeiro, quer ambiental e de acessibilidades.

E defendeu a necessidade de serem encontradas soluções para que seja competitivo e atrativo para as companhias low--cost. Mais recentemente, Maria Mercês Borges, eleita pelo PSD, salientou que a ANA partilha a opinião de que a opção mais indicada é o Montijo, o que permitiria aumentar a capacidade do aeroporto de Lisboa, com custos muito reduzidos. Ao contrário do que acontecia em 2011, a autarquia local está hoje a favor e entregou mesmo à ANA, em Maio, um caderno de encargos com os investimentos necessários para acolher o aeroporto para os voos low-cost. rOgério matos

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