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Em Fátima para agradecer porque os pais morreram "sem dor"

Em Fátima para agradecer porque os pais morreram "sem dor"

Perdeu progenitores em dois meses, mas não a fé. Cumpre mais uma viagem, num grupo de Paredes.

No ano passado, Dora Colaço peregrinou até Fátima para agradecer o facto de os pais "não terem apanhado covid". Este ano, fez-se ao caminho para dar graças por eles "terem partido de forma serena, sem dor". Incapaz de conter as lágrimas, conta que, em dois meses, perdeu os progenitores. Primeiro a mãe, derrotada pelo cancro, depois o pai, vencido pelo "desgosto" e pela doença. A tristeza, contudo, não lhe esmoreceu a fé. Pelo contrário. "Pedi a Nossa Senhora para não lhes dar sofrimento e sei que fui ouvida. Tinha de vir agradecer".

Dora seguia integrada num grupo de oito, oriundo de Paredes, que segunda-feira chegou a Fátima e que regressou a casa no mesmo dia, para "evitar a confusão do dia 13", explica Isabel Delgado, a veterana do grupo que, há 27 anos, vai a Fátima a pé, incluindo cinco viagens feitas "a pão e água". Este ano, tem a seu lado a filha Isabel, que cumpre a primeira caminhada e que não esconde a emoção ao aproximar-se do Santuário, após cinco dias na estrada. "É indescritível".

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