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Em Vila do Conde, Costa garante: "Cansado? Estou cheio de energia!"

Em Vila do Conde, Costa garante: "Cansado? Estou cheio de energia!"

António Costa recebeu este domingo, em Vila do Conde, o maior banho de multidão desde que está em campanha. O líder do PS foi falando com populares e procurou mostrar que aquilo que os portugueses pedem está alinhado com o que os socialistas têm para oferecer. Voltou a atacar o PSD e assegurou: "Cansado? Estou é cheio de energia!".

À entrada para a última semana de campanha, Costa continua a fazer um ataque cerrado ao PSD, tentando conotar Rui Rio com o Governo de Passos Coelho. Mas, nas Caxinas, apostou igualmente numa nova nuance: mostrar que o que as pessoas lhe pedem na rua é o que o programa do PS já contém, nomeadamente mais rendimentos e um alívio de impostos.

Foi nesse contexto que, ao subir a um palco improvisado no final da arruada, o líder socialista mencionou a "senhora com quem ainda agora falei" ou "um senhor de capacete na mão que já tinha estado comigo, há uns tempos, em Matosinhos". Ambos, garantiu, personificam as exigências de toda uma população: a subida do salário mínimo (e, com ele, do médio), o aumento das pensões ou a descida do IRS.

"Muito obrigado por esta calorosa recepção, tão expressiva e tão clara de qual é a vontade popular", afirmou. Para Costa, o que o povo quer "não é voltar a recuar com o PSD, é continuar a avançar com o PS".

"Ao longo deste percurso fui ouvindo o que as pessoas me iam dizendo", prosseguiu. E deixou um alerta: ´É preciso não esquecer que, nos quatro anos em que o PSD e o CDS estiveram no Governo, o salário mínimo só subiu 20 euros. Só este ano, nós aumentámos o dobro e vamos continuar a aumentar", comparou.

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Ir para Bruxelas? "Nunca virei as costas ao país"

Um dia depois de ter "apelado à memória" no comício de Viseu - ocasião em que praticamente só falou dos avanços conseguidos desde que a Direita deixou o poder, em 2015 -, Costa continuou sem dar tréguas ao PSD. "O doutor Rui Rio vai escondendo o seu programa", afirmou, recorrendo a uma acusação que tem repetido nos últimos dias.

"Mas, sempre que fala, nós sabemos: não quer o aumento do salário mínimo, quanto mais o dos outros; não quer o aumento das pensões. E o que é que as pessoas pedem? Aumento dos salários, das pensões, viver melhor. É essa a ambição que todo o país tem", frisou, argumentando ainda que Rio quer "baixar os impostos para as empresas e não para as famílias".

O secretário-geral socialista evitou falar em maioria absoluta, apelou ao voto ("Vamos ganhar mas, para ganhar, é necessário votar") e assegurou que está e estará de pedra e cal à frente do PS, rejeitando estar de olho num cargo em Bruxelas: "Nunca virei as costas ao país", referiu.

Horas antes, Costa exerceu o direito de voto antecipado, no Porto, tendo travado encontro com o presidente da Câmara da Invicta, Rui Moreira.

Na ocasião, o líder do PS já tinha apelado a que quem se inscreveu para votar este domingo se desloque "em segurança" até às urnas, expressando o desejo de, no futuro, o voto antecipado poder ocorrer não uma semana antes da eleição, mas no mesmo desta.

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