Trabalho

Emigrantes alertam para riscos de "exploração laboral" lá fora

Emigrantes alertam para riscos de "exploração laboral" lá fora

O Conselho Regional das Comunidades Portuguesas na Europa teme que os portugueses que decidam emigrar possam acabar em situação de "exploração laboral" e "mão-de-obra barata".

O Conselho tem sido confrontado, de forma crescente, através das redes sociais, com a procura de emprego fora de Portugal e nota uma tendência cada vez maior. Por isso mesmo, enviou esta quarta-feira uma carta à Secretária de Estado das Comunidades Portuguesas, Berta Nunes, na qual pede que sejam implementadas "campanhas de informação, tanto nas Comunidades Portuguesas como em Portugal, de forma a informar exaustivamente todas e todos que procuram emigrar a breve prazo, com o objetivo de evitar que estes se encontrem, no estrangeiro, em situações de extrema precariedade."

As medidas adotadas para travar a pandemia da covid-19, além de salvar vidas, abriram portas a "uma nova crise económica e social." Por esta razão, o Conselho alerta para o facto de muitos portugueses procurarem melhores condições de vida "em vários países da Europa".

Na carta enviada ao Governo, estima-se que haverá "um acréscimo significativo de residentes em Portugal" a procurar oportunidades de trabalho em vários países da Europa. O ano em que saíram mais pessoas de Portugal foi em 2013: 53 786 emigrantes permanentes. De acordo com o Instituto Nacional de Estatística (INE), em 2019 saíram 28 219 emigrantes permanentes, menos 10,7% em relação ao ano anterior, em que saíram 31 600.

Na carta enviada à secretária de Estado, além de defender o reforço de meios de informação, o Conselho destaca o papel das redes sociais e de brochuras informativas para fazer chegar a informação até às pessoas.

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