Círculo eleitoral da Europa

"Emigrantes estão esquecidos": Nós, Cidadãos! pede mais deputados no Parlamento

"Emigrantes estão esquecidos": Nós, Cidadãos! pede mais deputados no Parlamento

Paulo Viana, cabeça de lista pelo círculo eleitoral da Europa, do Nós, Cidadãos!, pede pelo menos dez deputados na Assembleia da República para contrariar o "descontentamento" da população estrangeira.

"Decidiu eleger-se dois deputados pelo círculo eleitoral da Europa quando a emigração ainda era pouca. Agora, há um milhão de portugueses emigrantes na Europa. A Assembleia da República precisa de mais deputados. Peço dez para dar apoio e oferecer maior representatividade a toda população estrangeira, dentro e fora da Europa", refere Paulo Viana.

Atualmente, para a Assembleia da República, são eleitos dois deputados pelo círculo eleitoral da Europa e outros dois Fora da Europa. De acordo com informação da Comissão Nacional de Eleições (CNE), publicada em Diário da República no passado dia 6 de dezembro, para votar nas próximas legislativas, estão inscritos 926 312 eleitores na Europa e 595 478 Fora da Europa.

Abstenção

"Os emigrantes estão esquecidos. É preciso informá-los da necessidade de se recensearem e avisarem os consulados quando mudam de casa. Há muita lacuna no sistema eleitoral europeu. Há quem ainda não tenha recebido os boletins de voto. As pessoas sentem-se descontentes e isso leva-as a não querer ir votar", assinala o candidato, a propósito dos boletins devolvidos.

Para evitar a devolução das cartas e diminuir a abstenção, Paulo Viana quer implementar o voto eletrónico.

Além de uma maior representatividade dos emigrantes portugueses no Parlamento, Paulo Viana, de 49 anos, emigrante no Reino Unido há duas décadas, diz que os consulados "não têm capacidade de resposta" e propõe, no seu programa, um aumento de recursos humanos. De acordo com o candidato, para renovar o Cartão de Cidadão, por exemplo, os tempos de espera para ser atendido chegam, por vezes, aos três meses.

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Neste sentido, propõe também a criação de "anexos consulares", semelhantes aos gabinetes de apoio à emigração, e a "reativação de consulados que foram desativados depois da troika por causa da redução de pessoal". Há países, justifica, onde os consulados "estão a horas e horas de distância".

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