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Empresas apelam a câmaras que mantenham fogo de artifício

Empresas apelam a câmaras que mantenham fogo de artifício

Os industriais de pirotecnia estão a apelar às câmaras municipais de todo o país para que mantenham os espetáculos de fim de ano, optando por soluções que permitam que sejam assistidos à distância. Dizem que já sofreram muitos prejuízos e que não há empresas que aguentem dois anos sem faturação.

Numa altura em que muito municípios estão a cancelar eventos devido à pandemia, a Associação Portuguesa de Industriais de Pirotecnia e Explosivos (APIPE) pede que estes aceitem redesenhar o lançamento de fogo-de-artifício, que pode ser feito a partir de vários pontos em simultâneo e em locais mais afastados dos centros urbanos. Indica como exemplo o caso da Madeira, que mantém o evento pirotécnico que, por tradição, dá as boas-vindas ao ano novo. O apelo é dirigido a municípios como o Porto, que já cancelaram as suas iniciativas.

"Apelamos às câmaras que cancelaram o fogo de artifício que revejam essa situação. Pensem na cultura, nas tradições e na necessidade de ter alguma coisa que dê esperança para o ano seguinte. E que permitam que se crie aquela magia da passagem de ano, para que as pessoas sintam que finalmente acabou este ano mau e há esperança num ano melhor", declarou Carlos Macedo, industrial de pirotecnia e presidente da APIPE que, na terça-feira, tornou pública uma carta ao Presidente da República a sensibilizá-lo para o impacto que o cancelamento de eventos pode ter na já instalada crise daquele setor.

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