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Conselhos úteis

Enquanto aguardamos pela vacina para a Covid-19 não esqueçamos as que já existem

Enquanto aguardamos pela vacina para a Covid-19 não esqueçamos as que já existem

Discute-se a importância do desenvolvimento de uma vacina para a Covid-19. Criar uma vacina requer várias fases de desenvolvimento que incluem a descoberta de uma potencial vacina, testes em culturas de células e em modelos animais, testes clínicos em humanos para segurança, para comprovar a eficácia e identificação da dose adequada.

As vacinas apenas são aprovadas se forem seguras e eficazes e os benefícios superarem os riscos. De seguida é necessária a sua fabricação, controlo de qualidade, distribuição e administração.

O sucesso de uma vacina não é uma certeza absoluta. Noutras doenças epidémicas recentes, como zika, SARS ou MERS, não foi possível desenvolver uma vacina. Por outro lado, na pandemia de gripe A (H1N1), o desenvolvimento foi eficaz e relativamente rápido. Até ao momento foram iniciados mais de uma centena de projetos de desenvolvimento de uma vacina para a Covid-19, utilizando diversas tecnologias. Várias encontram-se em fase laboratorial ativa, dos quais algumas irão brevemente iniciar estudos em pessoas (fase clínica I).

Enquanto aguardamos pela vacina para a Covid-19, não podemos esquecer de cumprir o Programa Nacional de Vacinação, garantindo que as pessoas (em todos os grupos etários) estejam protegidas contra as doenças para as quais já existem vacinas. Podemos assistir ao ressurgir de doenças evitáveis com risco de vida se as pessoas não cumprirem o Programa Nacional de Vacinação. A vacinação nos primeiros 12 meses de idade é especialmente importante, sendo uma das prioridades, contemplando vacinas contra sete doenças. Aos 12 meses é também uma altura muito importante com a toma de duas vacinas, a vacina contra o meningococo C e a vacina contra o sarampo, papeira e rubéola. Não convém esquecermos, que apesar de o sarampo estar eliminado no nosso país, é uma das infeções víricas mais contagiosas, importando continuar a garantir que temos coberturas vacinais elevadas para prevenir surtos desta doença.

A pandemia por Covid-19 lembra-nos da pior forma possível que as doenças infeciosas não conhecem fronteiras.

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