Madeira

Escândalos e defesa da imagem da ilha motivam convocação de manifestação

Escândalos e defesa da imagem da ilha motivam convocação de manifestação

O geógrafo e investigador Raimundo Quintal está a convocar uma manifestação apartidária, para domingo, no Funchal, para manifestar indignação contra a política do Governo Regional e os escândalos financeiros que estão a abalar a imagem da Madeira.

"A Madeira é apresentada como a ilha trapaceira, a ilha que não cumpre com as suas responsabilidades. Isto custa-nos imenso e queremos manifestar a nossa indignação, para que as pessoas tenham consciência de que é possível preparar um paradigma para o futuro da Madeira, porque este, infelizmente, esgotou-se", afirmou Raimundo Quintal, em declarações à Agência Lusa.

O geógrafo, que já participou em outras iniciativas apartidárias contra políticas do Governo Regional, sublinhou que, "perante as notícias que têm estado a denegrir o nome da Madeira e as situações de incumprimento do Governo Regional que se têm revelado, muitos madeirenses estão chocados e não se revêem nesta política e maneira de estar no mundo".

A concentração, que está a ser publicitada via Facebook e intitulada Madeirenses Indignados, está marcada para o próximo domingo, junto ao aterro que foi construído com o entulho arrastado no temporal de 20 de Fevereiro de 2010, no cais da cidade do Funchal.

Foi precisamente junto a este aterro que Raimundo Quintal promoveu a 20 de Fevereiro passado (a assinalar um ano sobre a catástrofe que abalou a ilha) um cordão humano em protesto contra a construção de um porto naquele local, obra que considerou faraónica.

"O Governo Regional quer construir ali um porto, que é uma obra faraónica, com dinheiro da Lei de Meios e possivelmente nem o dinheiro da Lei de Meios chegará", reiterou, acrescentando que já nessa altura o grupo de madeirenses que participou defendia que o Executivo "não estava no caminho certo" e que era altura de "pôr fim a obras que desvirtuam a paisagem da Madeira e põem em risco o seu futuro".

No domingo, ver-se-á "se as pessoas estão interessadas em manifestar a sua indignação ou se, pelo contrário, preferem comer à borla nas festas da campanha eleitoral" de Alberto João Jardim, ironizou.