Covid-19

Escolas compram máscaras para alunos usarem no terceiro período

Escolas compram máscaras para alunos usarem no terceiro período

As escolas receberam orientações para adquirirem máscaras e gel desinfetante para os alunos e professores usarem no terceiro período letivo. Graça Freitas diz que ainda não chegou o tempo de abandonar a máscara nos espaços fechados e pede o cumprimento de algumas restrições esta Páscoa.

Sem orientações em contrário da Direção-Geral da Saúde, o Ministério da Educação jogou pelo seguro para ter os equipamentos de proteção disponíveis a tempo e horas.

Assim, a Direção-Geral dos Estabelecimentos Escolares (DGEstE) enviou às escolas uma orientação para garantirem a disponibilização de máscaras e solução desinfetante para toda a comunidade escolar e luvas e aventais para os assistentes operacionais, no terceiro período, que começa a 19 de abril.

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Em vez de três, será distribuída apenas uma máscara reutilizável (certificada e lavável 20 a 25 vezes) por aluno.

A informação, avançada esta terça-feira pelo jornal Público, foi divulgada no blog dedicado a temas da Educação DeAr Lindo.

Ao JN, fonte do Ministério da Educação esclareceu que, sem indicação em contrário por parte da Saúde, foi dada orientação às escolas para comprarem os equipamentos e acautelarem que tem o material no início do 3.º período.

De acordo com a orientação da DGEstE, é "fundamental continuar a garantir condições para que o ano letivo 2021/2022 decorra num ambiente de segurança e confiança".

No ofício, enviado a agrupamentos escolares e escolas não agrupadas (AE/ ENA), explica-se que a aquisição dos equipamentos continuará a ser concretizada pelos AE/ EN, com o "objetivo de agilizar e dar maior eficiência ao processo de aquisição destes equipamentos/ produtos", tal como aconteceu nos 1.º e 2.º períodos, sendo para isso reforçados os seus orçamentos.

"O AE/ ENA deve, desde já, dar início aos procedimentos aquisitivos, de forma a garantir que à data do início das atividades letivas do 3.º período os equipamentos /produtos estejam disponíveis", refere a nota.

Se mortalidade mantiver tendência decrescente, máscaras podem cair dentro de dias

No mesmo dia em que as escolas receberam a orientação, a diretora-geral da Saúde pediu mais um pequeno esforço aos portugueses.

Em entrevista à Rádio Renascença, Graça Freitas admitiu que ainda não chegou o momento de abandonar as máscaras nos espaços fechados.

Apesar de os indicadores estarem a descer, a diretora- Geral da Saúde explicou que a mortalidade ainda não atingiu o valor que o país se impôs, menos de 20 óbitos por milhão de habitantes a 14 dias, que permitirá aliviar ainda mais as medidas restritivas.

"É melhor não abrirmos mão de todas as medidas, se ainda não estivermos consolidados nas descidas. Porque quando se abrem medidas há uma ligeira inflexão e uma ligeira subida do número de casos", afirmou Graça Freitas.

A diretora-Geral da Saúde preferiu não arriscar uma data para a libertação das máscaras nos espaços fechados, mas salientou que se a mortalidade mantiver a tendência decrescente, dentro de dias a medida pode deixar de ser obrigatória.

Na mesma entrevista, Graça Freitas aproveitou para pedir o cumprimento das medidas de proteção na Páscoa, um período de reunião familiar. "É continuar a usar máscara, manter o distanciamento social e evitar aglomerados", afirmou.

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