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Escolas contam quem tem Net, telemóvel e computador em casa

Escolas contam quem tem Net, telemóvel e computador em casa

As escolas estão a contar quantos alunos têm Internet, telemóvel 3G, computador em casa e para quantos utilizadores.

O Ministério da Educação (ME) pediu o levantamento dos dados, na semana passada, para aferir o acesso ao ensino à distância e tomar uma decisão quanto ao 3.º período. Os diretores têm de enviar as respostas até sexta-feira.

"Cada agrupamento encontrou a melhor solução para fazer o levantamento", explica Manuel Pereira, presidente da Associação Nacional de Dirigentes Escolares (ANDE).

Há escolas que estão a enviar mails aos pais, noutros casos são os diretores de turma que recolhem a informação. Além do acesso à Net e computador, também é questionado se o aluno tem tablet, impressora, se algum equipamento não está operacional, se o terá de partilhar com irmãos ou pais em teletrabalho ou se os encarregados de educação "têm disponibilidade para os acompanhar no ensino à distância, pelo menos, uma vez por dia". O roteiro enviado pelo ME na semana passada prevê, recorde-se, não só o cumprimento dos programas como a definição de horários online semanais para cada turma e disciplina.

50 mil sem acesso à net

Um levantamento do Instituto Nacional de Estatística, de novembro, revelou que 5% dos agregados com filhos até aos 15 anos não têm computador ou Net - cerca de 50 mil alunos. O ministro Tiago Brandão Rodrigues, falando à Renascença, voltou a adiar para o Conselho de Ministros de 9 de abril uma decisão sobre o 3.º período. Os diretores já pouco acreditam que os alunos regressem às aulas este ano letivo e desdobram-se em contactos com autarquias e empresas para encontrarem soluções.

O líder da FNE, João Dias da Silva, defende que o ME "tem obrigação" de atribuir recursos e criar um programa de reutilização de tablets, à semelhança do dos manuais. O presidente da Associação de Diretores (ANDAEP), Filinto Lima, considera que "chegou a hora de o Ministério da Economia e Transição Digital fazer jus ao seu nome e dotar os lares dos alunos de um plano equivalente ao Magalhães".

Já Manuel Pereira acredita ser mais eficaz a solução passar pelas autarquias. No agrupamento de Cinfães, que dirige, cerca de 40% dos alunos do 1.º ciclo e 16% dos do 2.º e 3.º ciclo não têm acesso à Net ou computador em casa. Defende que "uma boa solução" será transmitir conteúdos pela televisão.

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