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Escolas esperam que testes à covid-19 sejam para valer

Escolas esperam que testes à covid-19 sejam para valer

Primeiro-ministro relança medida de rastreios e não fecha a porta a incluir professores e funcionários nos serviços essenciais para a vacinação.

As escolas vão manter-se abertas, em todos os ciclos de ensino. António Costa voltou a comprometer-se com a realização de rastreios, através de testes rápidos, e não fechou a porta à integração de professores e funcionários nos serviços considerados essenciais como prioritários na vacinação. Duas medidas exigidas por diretores e federações sindicais, que frisam que as escolas, sendo exceção ao confinamento, tornam-se como os hospitais "linha da frente" na batalha contra a pandemia.

A campanha de testagem "para despistar qualquer cadeia de transmissão" está a ser articulada entre o Ministério da Educação e o Ministério da Saúde, assumiu ontem o primeiro-ministro. A medida estava, aliás, prevista desde novembro quando também foi anunciada para os lares mas nunca chegou às escolas. E, por isso, em dezembro, o Parlamento aprovou uma resolução que recomendava a realização de testes nas escolas, de forma massiva.

Os testes eram uma das principais exigências de diretores e federações sindicais para o Governo manter o ensino presencial e António Costa comprometeu-se a fazê-lo sem, no entanto, apontar uma data.

Em relação à integração de professores e não docentes nos grupos prioritários de vacinação, o primeiro-ministro não fechou a porta. É uma das exigências de diretores e federações e, interpelado, António Costa não excluiu a possibilidade quando chegar a altura dos serviços essenciais serem vacinados. "Há muito tempo ainda pela frente para serem considerados" nessa sinalização, assumiu.

"PROVA DE RESPEITO"

Associação Nacionalde Diretores (ANDAEP) e Federação Nacional de Professores (Fenprof) querem ver para crer. "Só espero que seja de vez", frisa Filinto Lima (ANDAEP), manifestando-se aliviado por o primeiro-ministro ter "ressuscitado" uma medida essencial que se tinha "evaporado". Já Mário Nogueira não escondeu a "desconfiança" por não ser a primeira vez que ouve o anúncio.

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A Fenprof reivindica que seja aprovado um protocolo que torne a testagem obrigatória sempre que seja detetado um caso de infeção numa escola. Além dos testes e prioridade na vacinação, Nogueira pede que os professores em grupo de risco "sejam protegidos" e que as escolas tenham autonomia para reduzir o número de alunos por turma. "É uma prova de confiança que foi dada às escolas mas que devia ter sido acompanhada de uma prova de respeito pelos profissionais de educação", sublinha o presidente da associação nacional de dirigentes escolares (ANDE). Manuel Pereira considera que a prioridade na vacinação "é uma opção política, não técnica" e que, por isso, devia ter sido anunciada ontem pelo primeiro-ministro.

Diretores, federações e confederação de pais não defendiam o fecho das escolas. Jorge Ascenção (Confap) frisa, no entanto, que as regras devem ser cumpridas também fora das escolas.

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