Covid-19

Escolas já fizeram 15800 testes rápidos e detetaram 50 casos positivos

Escolas já fizeram 15800 testes rápidos e detetaram 50 casos positivos

Três mil testes rápidos foram feitos nas escolas antes do fecho dos estabelecimentos a 21 de janeiro e desde então foram realizados mais 12800 testes nas 700 escolas de acolhimento. No total, foram detetados 50 casos positivos.

Os dados foram revelados esta quarta-feira, na comissão parlamentar de Educação, pelo ministro da Educação. Em resposta à deputada Joana Mortágua, do Bloco de Esquerda, Tiago Brandão Rodrigues, revelou que nos dois dias antes do fecho das escolas foram feitos 3000 testes rápidos a alunos do Secundário, professores e funcionários em concelhos de incidência extrema que permitiram detetar 25 casos positivos.

Desde o fecho das escolas, foram realizados 12800 testes rápidos nas 700 escolas de acolhimento a professores e funcionários não docentes tendo também sido diagnosticados 25 casos positivos.

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"Uma percentagem de 0,2% que demonstra que as escolas são lugares seguros", frisou o ministro.

Confrontado com as dificuldades de professores em teletrabalho darem aulas online sem puderem optar pela assistência a filhos menores de 12 anos ou por os levarem para as escolas de acolhimento por não fazerem parte do grupo de trabalhadores essenciais, o ministro sublinhou que são questões em análise pelo Governo que amanhã se reúne em conselho de ministros.

Os deputados insistiram em confrontar o ministro sobre quando será cumprida a promessa de universalização da Escola Digital, feita pelo primeiro-ministro em abril para o arranque do ano letivo. Luís Leite Ramos, do PSD, perguntou a Tiago Brandão Rodrigues se tinha intenção de pedir desculpa "pelas falhas que cometeu" e quantos alunos não têm, neste momento, equipamentos ou Internet para acederem às aulas online.

Tiago Brandão Rodrigues recordou que foram distribuídos 100 mil equipamentos no 1.º período, 15 mil serão distribuídos esta semana e mais 335 mil serão entregues ainda no 2.º período.

"Os computadores não estavam guardados em armazéns. Não há stock. É um problema mundial", justificou.

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