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Escolas reutilizaram 70% dos manuais

Escolas reutilizaram 70% dos manuais

Livrarias já sentem quebra na procura por livros novos, que só serão 30% do total este ano. Diretores queixam-se de falta de espaço e de orientações para o que fazer ao material velho.

Este ano, a taxa de reutilização dos manuais escolares atinge os 70%, confirmou o Ministério da Educação (ME) ao JN. O programa prevê que o mesmo livro possa ser reaproveitado durante três anos. As livrarias notam a quebra na procura e há escolas sem espaço onde guardar os livros mais velhos, sem condições de reutilização ou fora de prazo. Só os alunos do 1.o ao 4.o ano vão ter todos os manuais novos, uma vez que a reutilização não se aplica a este ciclo. No início do mês, ainda sem a análise aos livros devolvidos pelos alunos do 2.o Ciclo, o ME avançou que a taxa de reutilização seria superior a 60%. Fechado esse processo e já com as escolas a entregarem os livros para o próximo ano, através da emissão dos vouchers, a tutela confirmou que só 30% dos manuais do próximo ano, distribuídos pelo programa de gratuitidade nas escolas públicas ou com contrato de associação (MEGA), serão novos.

"Já tenho permanentemente marcações, entre as 9 e as 17 horas, de famílias que vêm à escola levantar os vouchers e levar os livros para o próximo ano", explica Manuel Pereira, diretor do agrupamento General Serpa Pinto (Cinfães) e presidente da Associação Nacional de Dirigentes Escolares (ANDE). Já David Sousa, vice-presidente da associação nacional de diretores (ANDAEP) espera um pico de procura só a partir de setembro. "O aumento do trabalho é esperado com a subida da taxa de reutilização", assume o diretor do agrupamento Frei Gonçalo Azevedo (Cascais).

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