25 de Abril

Escolha de Pedro Adão e Silva foi "compensação", diz Rio

Escolha de Pedro Adão e Silva foi "compensação", diz Rio

O presidente do PSD criticou indiretamente, esta terça-feira, a escolha do socialista Pedro Adão e Silva para comissário executivo das comemorações dos 50 anos do 25 de Abril, dizendo tratar-se de uma "compensação" pelos comentários feitos nos media.

"O PS tem os seus 'comentadores independentes' espalhados pelos diversos canais para vender a propaganda socialista e tentar destruir os adversários... mas esse trabalhinho tem um preço. Chegou a vez de Pedro Adão e Silva receber a compensação. Pagamos nós; com os nossos impostos", criticou Rui Rio, no Twitter, numa publicação associada a uma relativa à análise da escolha de Pedro Adão e Silva para comissário das comemorações dos 50 anos do 25 de Abril, nomeado em maio pelo Conselho de Ministros.

Pedro Adão Silva é professor auxiliar do departamento de ciência política e políticas públicas no ISCTE, diretor do Doutoramento em Políticas Públicas da mesma instituição e comentador em vários órgãos de comunicação social, como a TSF ou o Expresso.

A par da estrutura de missão vai funcionar, junto da Presidência da República, uma Comissão Nacional, presidida pelo antigo Presidente da República Ramalho Eanes, que terá a responsabilidade de "aprovar o programa oficial das comemorações e os relatórios de atividades".

Na comemoração da revolução deste ano, foi anunciado pelo primeiro-ministro, António Costa, que o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, e ele próprio tinham acertado que as comemorações dos 50 anos do 25 de Abril começam em 24 de março de 2022, quando a democracia ultrapassa em um dia a duração da ditadura.

De acordo com o executivo, a estrutura de missão será composta por um Conselho Geral, nomeado pelo primeiro-ministro, e que contará "com a presença de individualidades de reconhecido mérito e ativismo em dimensões fulcrais na construção da democracia, para além de uma Comissão Executiva que "é responsável pela elaboração do programa oficial das comemorações, bem como pela sua concretização".

"Foi nomeado Comissário Executivo Pedro Adão e Silva Cardoso Pereira", referia ainda o Governo.

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O objetivo destas comemorações, de acordo com o Governo, "é perpetuar, regenerar e alargar o vínculo com o regime democrático, celebrando o arco democrático que se iniciou no 25 de abril de 1974 e que se desenvolveu ao longo de 1976 com a aprovação da Constituição, as primeiras eleições legislativas presidenciais e regionais e que culminou com as autárquicas no final desse mesmo ano".

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