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Lidl lança campanha solidária de Natal a 3 de dezembro

Lidl lança campanha solidária de Natal a 3 de dezembro

Verba da iniciativa de responsabilidade social do Lidl para o Natal de 2018 reverte para a Associação Nuvem Vitória, que tem por missão contar histórias para adormecer a crianças hospitalizadas. Campanha arranca nas mais de 250 lojas na próxima segunda-feira, dia 3 e prolonga-se até dia 30.

O Lidl promove, a partir desta segunda-feira, dia 3, uma nova campanha de natal solidária, iniciativa que sucede a dois anos de "Promoção do Bem", a outros tantos de movimento "Mais para Todos" e a três de "Arredonda", ações nas quais foram arrecadados vários milhões de euros, que reverteram para mais uma centena de instituições de solidariedade social e beneficiadas milhares de pessoas. Este ano, a marca alemã destinou a ajuda a apenas uma associação, a "Nuvem Vitória", cuja missão é a de contar histórias para adormecer a crianças hospitalizadas. A instituição tem cerca de 300 voluntários espalhados nos hospitais de Santa Maria, em Lisboa, de São João, no Porto, e de Vila Franca de Xira, bem como no Centro de Medicina e Reabilitação de Alcoitão, mas pretende ver esta iniciativa alargada a outras unidades.

Com esta causa, a empresa de distribuição pretende reavivar em toda a comunidade a tradição de contar histórias aos mais novos para adormecerem, no sentido de ajudar a estreitar os laços emocionais e afetivos das famílias. Paralelamente, tenta alertar a população para a necessidade de respeitar o sono, algo relegado para segundo plano na azafama do dia-a-dia, apesar de essencial ao bem-estar de todos, e contrariando os dados que apontam para uma diminuição das horas de sono das crianças até aos sete anos (dormem uma média de nove horas/noite), dos pais (6.43 horas/noite) e para a percentagem de pais que leem histórias aos filhos ao deitar (43%).

Os clientes que no período de 3 a 30 de dezembro comprarem o bolo-rei Favorina numa das mais de 250 lojas Lidl estarão a contribuir para ajudar esta causa, uma vez que um euro do valor do produto será convertido em histórias a serem lidas pela Nuvem Vitória a crianças de mais 10 instituições, entre hospitais e IPSS.

A apresentação oficial da campanha e da instituição premiada teve lugar, anteontem, no Café Amélia, em Campo de Ourique, Lisboa, e contou com a presença de várias figuras públicas, bem como de voluntários da instituição. Como não podia deixar de ser, os convidados foram brindados com a leitura de um conto.

Embaixadoras deixam alertas

As psicólogas Clementina Pires de Almeida e Teresa Rebelo Pinto, e a influencer Rita Ferro Alvim são embaixadoras da campanha deste ano e falaram sobre a importância do sono.

"Os primeiros seis anos de vida são os mais importantes para o desenvolvimento cerebral saudável, que se dá com base na estimulação e em novas experiências, para que se possam desenvolver novas conexões entre as células (neurónios). Ler para as crianças, na hora de dormir, é uma forma de os pais garantirem que influenciam positivamente esse processo de desenvolvimento cerebral", explicou Clementina Pires de Almeida, psicóloga clínica, especialista em bebés, avançando: "As vantagens de ler histórias para as nossas crianças desde bebés estão amplamente descritas pela ciência demonstrando que este hábito tem não só impacto nas competências linguísticas do bebé, melhorando o seu vocabulário, como também para o desenvolvimento de competências de pré-leitura, e competências cognitivas necessárias a uma aprendizagem escolar de sucesso. Quando a leitura de histórias é incluída na rotina de adormecer, produz efeitos adicionais, uma vez que estamos a criar no cérebro uma sugestão de relaxamento e de sono muito poderosas, ajudando por isso a induzir o mesmo".

A especialista refere ainda que a "rotina de sono com histórias tem um impacto visível e mensurável, quando utilizada em contextos hospitalares, sendo um método de redução do stress". "Pode ser usada como uma ferramenta terapêutica não invasiva para alívio da dor e da ansiedade da criança hospitalizada, pelo impacto direto que tem no funcionamento do sistema imunitário de combate à doença, uma vez que a função imunitária poderá encontrar-se comprometida, devido as disrupções ou privação de sono que tão frequentemente afetam estas crianças", finalizou.

Por seu lado, a psicóloga Teresa Rebelo Pinto, especializada na temática do sono, alerta para os riscos que podem advir se se dormir menos do que o aconselhável. "Os estudos têm revelado uma associação entre a redução/privação do sono e o insucesso escolar, maior risco de acidentes e incidentes, níveis mais elevados de agressividade na escola, maior consumo de substâncias, maior risco de depressão e perturbações da ansiedade, obesidade e diabetes, etc", salienta a especialista, completando: "As sociedades atuais funcionam 24 horas por dia e não incentivam uma redução dos estímulos quando anoitece. A leitura de histórias de embalar procura dar resposta a esta necessidade de ir desligando progressivamente do que se passou durante o dia. Para dormir bem precisamos de conforto e segurança e uma história ao deitar promove estes sentimentos favoráveis ao sono. Além de ajudar a criar uma rotina de final de dia, a existência desse momento afetivo representa sem dúvida uma boa prática para garantir a qualidade do sono: para quem ouve histórias e, por sinal, para quem as conta".

A influencer Rita Ferro Alvim, mãe de três crianças, trabalhou muitos anos por turnos e já sentiu na pele o que a privação do sono pode causar. "Dormir cá em casa sempre foi um assunto sério. E, por todas as vezes que senti alguma espécie de crítica por não ser uma mãe mais tranquila neste aspeto, valeu-me o facto de os meus filhos raramente me darem uma noite má. Não sei se seria diferente se não fosse tão rigorosa com as horas, mas sei pelo menos que nesse campo fizemos um trabalho bom na criação desta rotina tão importante", esclarece a também jornalista e autora do livro "Socorro! Sou Mãe...Como sobreviver com alegria ao primeiro mês de vida do bebé".

"Eu durante muito tempo trabalhei por turnos e isso refletiu-se na minha qualidade de sono. Hoje em dia, já não tenho esse problema, consigo gerir com mais flexibilidade os meus horários e garantir que durmo ao ritmo que o meu corpo de me pede", recorda Rita Ferro Alvim, lamentando que dormir continue a não ser "trendy", ou seja, não ser uma tendência.

"Focamo-nos muito na alimentação e no desporto e secundarizamos a importância do sono, mas a verdade é que o nosso corpo aguenta algum tempo sem comer ou sem fazer exercício físico, mas não aguenta sem dormir. É 'cool' dizermos que nos levantámos às 6 horas da manhã para irmos correr, mas ninguém diz que ficou na cama a dormir, e a verdade é que isso é tão ou mais importante", termina a influencer.

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