05.04.2017

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A restauradora que salvou uma obra de Mark Rothko

A restauradora que salvou uma obra de Mark Rothko

Há cinco anos, um ativista enlouquecido entrou na Tate Modern, em Londres, e vandalizou um dos trabalhos mais valiosos do artista norte-americano Mark Rothko, impregnando-o com tinta. Quando Rachel Barker, na qualidade de responsável da equipa de restauro e conservação do museu londrino, foi chamada a intervir ficou "horrorizada" com os danos.

Nos dois anos seguintes, a técnica inglesa alcançou o que parecia impossível, contribuindo para reverter um estado de destruição que parecia definitivo. "Foi um projeto muito intenso. Só o concretizámos devido à aplicação de um conjunto de técnicas de restauro inovadoras. Há uns anos teria sido impossível", admite, "orgulhosa e imensamente feliz" com o resultado alcançado.

Para falar sobre essa intervenção, considerada modelar no seu meio, Rachel Barker foi convidada a desenvolver um conjunto de ações no Museu da Misericórdia do Porto (MMP). Na quinta e no sábado, foi promovida uma oficina sobre técnicas de restauro e no dia seguinte a especialista britânica proferiu, uma palestra - esgotada, como as restantes ações - sobre o tema.
Apesar do aumento de casos de vandalismo nos museus, a técnica discorda do reforço da segurança, pois "colocaria mais entraves à experiência artística".

Para Paula Aleixo, diretora do MMP, a vinda de Rachel Barker "ajuda a consolidar a estratégia de internacionalização" do mais jovem museu portuense. Com metade dos visitantes de origem estrangeira, o "espaço museológico português do ano", eleito em 2016, não quer ficar por aqui e já pensa em novas formas de atrair diferentes públicos. Uma das medidas passa pela promoção de exposições temporárias de artistas internacionais suscetíveis de chamarem mais gente. É o que acontece com as mostras atualmente patentes no espaço, da autoria de um artista catalão e de um polaco, que, de acordo com Paula Aleixo, "têm registado indicadores muito positivos".