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Amesterdão vai limitar visitas ao bairro do sexo

Amesterdão vai limitar visitas ao bairro do sexo

As regras vão mudar no famoso "Red Light District" de Amesterdão, o bairro dominado pela indústria do sexo, onde as prostitutas aguardam os clientes em montras com vista para a rua. A partir de 1 de janeiro de 2020, as visitas turísticas organizadas passam a ter horário limitado e número máximo de participantes.

Para evitar a sobrelotação da zona e, sobretudo, o "tratamento humilhante dos turistas em relação às mulheres", como define a presidente da Câmara da capital holandesa, a partir de 1 de janeiro de 2020, são proibidas excursões noturnas organizadas àquele bairro.

Hoje em dia, basta introduzir numa plataforma de busca a expressão "Red Light District visit" e surgem de imediato as ofertas de visitas guiadas ao bairro vermelho, com preços que podem chegar aos 40 euros. E com a indicação: "As excursões de Amsterdam Red Light District Tours costumam esgotar", recomendando-se por isso aos visitantes que reservem com antecedência.

É para contrariar esta excessiva popularidade e os transtornos que a mesma representa para os turistas que a Câmara de Amesterdão decidiu limitar as visitas organizadas.

"Transformar a prostituição numa atração turística é humilhante e inaceitável", justifica Femke Halsema, a presidente da Câmara da cidade.

As prostitutas nas montras são uma prática que remonta ao século XVII e uma atividade legal desde 1911 (as trabalhadoras do sexo pagam impostos). No entanto, com a generalização das viagens low-cost e consequente aumento exponencial dos visitantes, as prostitutas queixam-se de cada vez mais comportamentos incorretos, como comentários impróprios de indivíduos completamente bêbados, ao uso e abuso de selfies.

Assim, a partir de 1 de janeiro, as excursões só serão realizadas até às 19 horas e não poderão ter mais de 15 participantes. Além disso, cada turista terá de pagar um imposto extraordinário, denominado "taxa de entretenimento".

Esta é mais uma medida para tentar acabar com os abusos de visitantes, depois de, há cerca de um ano, ter sido lançada uma medida contra o "comportamento antissocial" dos turistas, que implica pesadas multas para quem não cumprir as regras estipuladas.