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Barcelona abre guerra a motos mal estacionadas

Barcelona abre guerra a motos mal estacionadas

Depois de um período em que a aposta foi virada para a sensibilização, polícia começou a multar e a rebocar veículos deixados sobre os passeios, que atrapalhem a circulação de peões.

Depois de uma fase de sensibilização, iniciada no final do ano passado, em que os agentes da Polícia Municipal espalharam avisos pelas motos estacionadas sobre os passeios, a Câmara de Barcelona, em Espanha, arrancou, no início da última semana, com a campanha de fiscalização intensiva destas situações. Os agentes têm agora instruções para multar e mandar rebocar todos os veículos de duas rodas que interfiram com a mobilidade dos peões.

Numa cidade onde os dados oficiais apontam para a existência de mais de 263 mil motos, a campanha surge depois de vários estudos indicarem que só no bairro de Gracià são deixados, diariamente, cerca de 2000 veículos sobre os passeios ou em zonas proibidas.

A Autarquia recorda que existem na cidade 70 mil lugares de estacionamento público reservado a duas rodas. Além disso, as motos podem estacionar nos passeios se estes tiverem mais de três metros de largura e não houver sinal de proibição. Se este medir entre três e seis metros, é possível estacionar em paralelo ao passeio, desde que sejam deixados no mínimo dois metros para a circulação de peões e acesso a paragens de autocarro.

Para pôr em prática o plano, a Câmara dividiu a cidade em dez zonas consideradas como "conflituosas" em termos de ocupação do espaço público. A intenção, segundo o executivo municipal, é "devolver os passeios aos peões".

"Atualmente, as motocicletas e os ciclomotores de Barcelona nem sempre usam os espaços legais de estacionamento e parques subterrâneos, mas usam passeios sem a largura necessária e as áreas de peões para estacionamento", justifica a Autarquia.

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Também a vereadora responsável pela mobilidade na cidade condal, Rosa Alárcon, sublinha a necessidade destas novas medidas, chamando a atenção para o facto de Barcelona ser "uma cidade pequena em tamanho", onde cerca de 1,7 milhões de pessoas vivem numa área de 100 quilómetros quadrados. "O pouco espaço público existente é para distribuir entre todos", refere a autarca, reafirmando que a prioridade é "apostar em soluções que facilitem a vida aos peões e aos que optam pelo transporte público".

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