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Café São Gonçalo cruza cultura e gastronomia

Café São Gonçalo cruza cultura e gastronomia

Localizado num dos mais emblemáticos lugares da cidade de Amarante, o Café-Bar S. Gonçalo é, desde há muitos anos, um lugar de passagem obrigatória, quer pelo conceito que esteve na sua génese, quer pela evolução que sofreu ao longo dos anos, abrindo-se a uma vertente mais cultural.

Com o rio Tâmega e os jardins do centro de Amarante como pano de fundo, no largo da igreja de S. Gonçalo, o café assume lugar de destaque. Aqui, a cultura e a gastronomia confundem-se e é possível tomar um café ou fazer uma foto com Teixeira de Pascoaes, já que existe no meio da sala, desde 2015, uma estátua de bronze em homenagem ao poeta amarantino, que tinha aqui o seu lugar de eleição.

Fundado na década de 30, passou em 1969 para as mãos de Maximino Silva que, com os filhos Rodrigo e Maurício, tem procurado preservar o espaço e a história daquele que é o café mais antigo da cidade. "Queremos manter a alma dos outros tempos", afirma Rodrigo Silva, acrescentando que aqui são realizadas frequentemente tertúlias, conferências, debates políticos, apresentações de livros.

Com uma história que vai muito além das portas da cidade, o Café- -Bar faz parte da Rota dos Café com História de Portugal e da Europa. Os proprietários estão a desenvolver um projeto que passa por tornar o espaço "100% inclusivo". "Acho que seremos o primeiro café a sê-lo". Primeiro escreveram a história do Café-Bar e do próprio Teixeira de Pascoaes em braille. Agora vão contar essa mesma história em língua gestual - que será disponibilizada num tablet aos clientes que o solicitem - e vão criar rampas de acesso à estátua do poeta.

Para os proprietários, "é um orgulho" ter um espaço que desde há várias décadas é o local predileto de grandes nomes da cultura portuguesa. Cruzeiro Seixas, Mário Cesariny, António do Largo Cerqueira são alguns nomes que pai e filhos guardam na memória e que são eternizados no Café-Bar

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