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Cidadãos de Barcelona intensficam luta contra lojas de canábis

Cidadãos de Barcelona intensficam luta contra lojas de canábis

O anúncio da abertura de um novo espaço para consumidores de canábis no bairro de Les Corts, na zona Oeste de Barcelona, veio incendiar ainda mais os protestos dos moradores, que rejeitam a instalação destas lojas nas zonas baixas dos seus prédios.

A contestação já era visível noutros núcleos antigos da cidade condal, como La Gràcia ou Sarrià-San Gervasi, onde há meses é possível ver cartazes nas varandas a expressar o desagrado da população.

Na última semana, os últimos a pendurar as faixas foram os moradores dos números 67-69 da rua Marquès de Sentmenat, em Les Corts. "O nosso prédio fica a menos de 100 metros de uma escola profissional com alunos a partir dos 15 anos, de uma cantina social frequentada por uma população muito vulnerável e também de um parque infantil", justificam, em declarações ao diário "La Vanguardia", os habitantes daqueles blocos, rejeitando terminantemente qualquer instalação de uma loja de consumo de canábis.

Os residentes do prédio na rua Marquès de Sentmenat contam com o apoio dos vizinhos do número 476 da rua Còrsega (Gràcia) e da passagem Marimón (Sarrià- -Sant Gervasi). Neste último, está já a funcionar um clube de consumo de canábis, mas os moradores reclamam o seu encerramento.

Nos últimos três anos, estes clubes multiplicaram-se pela cidade, depois do Executivo municipal presidido por Ada Colau ter aprovado em 2016 uma portaria para regular sua atividade. Calcula-se que desde então abriram 196 espaços, embora alguns tenham fechado por não cumprirem os requisitos legais.

Amina Omar Nieto, advogada dos promotores dos clubes Marquès de Sentmenat e Còrsega, considera que os protestos dos cidadãos resultam da "ignorância perante uma atividade relativamente nova" e assegura que ambos os projetos têm "um processo administrativo muito semelhante a qualquer bar ou restaurante, exceto que esta é uma atividade privada, pelo que o acesso é restrito aos seus membros e não de participação pública".

Inconformados, os residentes dos prédios em questão solicitaram reuniões à presidente da Câmara e admitem sair à rua numa manifestação de protesto

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