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Dubai: A cidade de edifícios estonteantes que nasceu do pó

Dubai: A cidade de edifícios estonteantes que nasceu do pó

Regido pelo superlativo elevado ao absurdo, tem em edifícios estonteantes e extravagantes a marca de um urbanismo ultramoderno mas com elevados custos ambientais. O emirado do Golfo Arábico, onde andar a pé está fora de questão, é a prova de que quando uma dinastia sonha a obra nasce.

O superlativo é o grau mais indicado para descrever a realidade do Dubai, um dos Emirados Árabes Unidos, de dimensão idêntica à do distrito de Vila Real. A cidade, que dá nome ao pequeno estado federado liderado pela família Al Maktoum, há já 40 anos que se constrói para ser vista, numa constante mutação urbana, onde o inimaginável anda de mãos dadas com o impossível.

Do pó, avermelhado pelo óxido de ferro, ergueram-se edificações cuja arquitetura concorre pela capacidade de surpreender. Desde que as principais receitas deixaram de vir do petróleo e do gás natural, tendo agora o turismo como principal motor, o imobiliário ganhou maior pujança com um único propósito: chamar a atenção para conseguir transacionar as torres futuristas e ilhas artificiais, que vivem à sombra de estruturas invulgares, como a The Frame [uma gigante moldura dourada visitável], que ajudam a compor de forma estratégica a imagem de cidade-temática do Golfo Arábico.

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