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Faltam opções para funerais de animais de companhia nas cidades

Faltam opções para funerais de animais de companhia nas cidades

Para quem vive nos centros urbanos, fazer uma despedida digna a um "pet" nem sempre é fácil. As alternativas são parcas e as que existem podem não ser acessíveis a todos. Há três cemitérios próprios no país e algumas funerárias. Há lápides e fotografias dos animais que partiram, com mensagens de carinho, amor e dedicação dos donos. E não são só de cães e gatos que o fazem, mas de coelhos, hamsters e furões.

A comparação entre um animal de estimação e um membro da família é feita por muitos. Mas o certo é que, na hora da morte, nem sempre existe a possibilidade de os donos darem uma despedida que considerem digna aos seus animais. Principalmente nas cidades. A falta de quintais ou de pinhais para proceder aos enterros - como acontece, apesar de acarretar riscos para a saúde pública, nos meios mais rurais - obriga à procura de serviços fúnebres especializados. Só que muitas autarquias não os têm à disposição e resta, por isso, contratar empresas que se dedicam, em exclusivo, a funerais de "pets" [animais de estimação]. Os preços, esses, é que nem sempre são acessíveis a todos.

Portugal tem, pelo menos, três cemitérios de animais - no Jardim Zoológico de Lisboa, em Santa Maria da Feira (pertença da Junta de Freguesia de Nogueira da Regedoura) e em Lagos (da Câmara). Cada um com custos associados. E há Centros de Recolha Oficiais, da responsabilidade das autarquias, que também recebem animais particulares para incineração, mediante o pagamento de taxas, que podem ascender, por exemplo, aos 30 euros. Mas essa é uma opção que, além de não estar disponível em todos os municípios, nem sempre é vista com bons olhos pelos donos, por não saberem, ao certo, o destino final daqueles que veem como amigos de uma vida.

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