A história e modernidade de Oliveira do Bairro num mural

A história e modernidade de Oliveira do Bairro num mural

São 65 metros de arte urbana mesmo às portas de Oliveira do Bairro. Na entrada poente da cidade, a Rua da Raposeira recebeu, recentemente, um mural, pintado pela dupla Coletivo Nora, de Águeda.

É através deste mural que, quem passa, pode conhecer melhor a história do concelho. Dos arrozais à indústria, o passado está agora presente numa parede contemporânea de grande extensão, onde sobressai o cor de laranja, que nos remete para a arquitetura das antigas fábricas, construídas em tijolo maciço de barro vermelho.

Há dois anos, João Balreira e César Pereira, ambos atualmente com 28 anos, responderam ao repto da Câmara de Oliveira do Bairro, para a criação de um mural de arte urbana sobre a história do concelho. Mas o mesmo acabou, na altura, por não se concretizar. "A ideia foi recuperada pelo atual Executivo, fizemos algumas alterações no desenho inicial e avançámos. Foi o trabalho maior que fizemos até hoje e, por isso, muito desafiante", conta João Balreira.

O objetivo era, diz o artista, "contar várias histórias ao longo da rua", traduzindo em desenhos as tradições do setor agrícola, da metalomecânica e da indústria cerâmica, todos ligados à história de Oliveira do Bairro. No mural, está patente a arquitetura industrial das antigas fábricas, de tijolo de barro, tal como as suas típicas chaminés, que fazem parte da paisagem da cidade. E também estão presentes as oliveiras e elementos dos arrozais.

"É a primeira intervenção de arte urbana no concelho e foi pensada como uma homenagem às nossas gentes e, também, às nossas tradições", explica Lília Ana Águas, vereadora com os pelouros da Cultura e do Turismo.

Os habitantes locais parecem ter gostado da nova entrada da cidade. Foi essa, pelo menos, a perceção com que os artistas ficaram, enquanto a pintavam, com sprays, tintas e pincéis. "As pessoas passavam de carro, apitavam e, às vezes, paravam para conversar connosco e perguntar o que era aquilo. Até comentámos que era engraçado, porque nunca nos tinha acontecido", recorda João Balreira.

O Coletivo Nora começou, há cinco anos, em Águeda, a aventurar-se na arte urbana, com várias instalações. E, daí, partiu para outros concelhos e, mesmo, para o estrangeiro. Ainda recentemente, regressou de Maribor, na Eslovénia

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