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Contentores inteligentes trazem maior justiça tarifária

Contentores inteligentes trazem maior justiça tarifária

Mais do que implementar uma nova tecnologia "inteligente" no sistema de recolha de lixo, o que uma empresa acabada de mudar-se para Santo Tirso produz traduz-se numa revolução de mentalidades nos campos da reciclagem e da tarifação dos resíduos sólidos urbanos (RSU), permitindo que esta deixe de ser feita em função do consumo de água.

Há 25 anos dedicada à produção de contentores enterrados e semienterrados, a Sopsa, que em setembro saiu da Maia para sediar-se no Parque Empresarial da Ermida, em Santa Cristina do Couto, está a adaptar toda a gama de produtos ao sistema de tarifação PAYT - "Pay-as-you-throw" (paga pelo lixo que depositar), que, através de um cartão de acesso, permite à entidade que gere a recolha de RSU saber o número de utilizações e estimar, a partir de uma unidade volumétrica incorporada no contentor, a quantidade depositada por cada munícipe.

Trata-se de "tarifar os resíduos indiferenciados em função do que é produzido", explica o diretor-geral da Sopsa, Pedro Martins da Costa, lembrando que "uma pessoa pode gastar muita água e fazer pouco lixo".

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