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Malas que fazem de scooters no aeroporto

Malas que fazem de scooters no aeroporto

Dois jovens empresários de Lisboa assumem a representação em Portugal de marca chinesa que quer ser referência da mobilidade elétrica. A par de malas que, no aeroporto, servem de transporte individual ou caminham sozinhas, a empresa comercializa capacetes inteligentes que permitem tirar fotos, filmar e ouvir música.

Atentos ao crescimento exponencial das novas formas de mobilidade elétrica, dois jovens empresários de Lisboa, Paulo Proença e Joana Guerreiro, avançaram no final do ano passado para a representação em território nacional de uma marca chinesa especializada em transportes urbanos de nova geração. Nasceu assim a Airwheel Portugal, que promete soluções inovadoras e capazes de atrair um público diverso. Destas, o destaque vai atualmente para a recém-lançada "mala scooter", que permite viajar sobre a sua estrutura, dando maior conforto às deslocações no interior de um aeroporto.

"A ideia é ir mais confortável, não andar rápido", explica Joana Guerreiro, em jeito de apresentação desta mala, que descreve como ideal para uma viagem curta de negócios. "Dá para levar um computador portátil e uma muda de roupa", revela.

A mala - que tem um peso de 14,5 quilos e custa 599 euros - pode ser transportada na cabina dos aviões, já que as baterias estão certificadas nesse sentido. A vantagem é, sobretudo em aeroportos grandes, o passageiro poder sentar-se sobre ela e conduzi-la através de um guiador intuitivo, que tem sistemas de aceleração e travagem incluídos.

"A aceitação do público tem sido muito boa, embora sendo um produto novo, seja ainda prematuro falar em números. Mas acredito que pode chegar a 20% das nossas vendas", diz Paulo Proença.

Para o final do mês, Paulo e Joana preparam-se pata fazer chegar a "auto-follow", uma mala comandada por uma pulseira que "segue" o proprietário sem ter de ser puxada. Disponível a partir de 649 euros, está preparada para parar e contornar obstáculos e possui um sistema antirroubo.

Paulo Proença explica que os dois sócios já trabalhavam em turismo e que perceberam que havia uma lacuna. "Faltava uma marca de referência na mobilidade elétrica", destaca. Por outro lado, conta, "os turistas chegavam a Lisboa e perguntavam por formas mais divertidas e autónomas para conhecer a cidade". Tudo isto levou-o, juntamente com Joana Guerreiro, a avançar com a representação da marca chinesa.

Além das malas, a Airwheel Portugal comercializa capacetes inteligentes, que permitem atender chamadas, ouvir música e tirar fotos, entre outras funcionalidades. Há ainda bicicletas, trotinetas e duociclos. Tudo elétrico e carregado por powerbank, ou seja, equipado com baterias que podem ser retiradas e levadas para casa para carregar