Sociedade Civil

Na Quinta Pedagógica de Braga não há lugar a desperdício

Na Quinta Pedagógica de Braga não há lugar a desperdício

Mostrar aos mais novos, e à população da cidade em geral, os segredos da vida rural é o objetivo da Quinta Pedagógica de Braga, que cumpre 15 anos de existência.

Uma sala de aula a céu aberto, onde os mais novos descobrem o caminho da sustentabilidade ambiental, ao mesmo tempo que exploram o mundo rural e as tradições minhotas. É este um dos propósitos da Quinta Pedagógica de Braga, que atraiu, em 15 anos de existência, cerca de 386 mil visitantes, a maioria oriunda das escolas. Mas as portas, também, têm estado abertas às gerações mais velhas e às famílias da região.

"Este será o melhor exemplo da economia circular. Aqui tudo se aproveita e reutiliza. Não há desperdício. Queremos ser cada vez melhores naquilo que são as boas práticas ambientais", explica o vereador do Ambiente da Câmara de Braga, Altino Bessa, em dia de aniversário do espaço que, até 2021, deverá mais que duplicar a sua área. Atualmente com 2,5 hectares, a perspetiva da Autarquia é expandir o equipamento em mais três hectares, através de um projeto diferente.

Segundo o responsável, as novas áreas serão um complemento à quinta, mas estarão abertas à população em geral, sem a restrição dos horários do equipamento original. Será uma zona de lazer com áreas verdes, sendo que o projeto inclui, ainda, a criação de uma ciclovia que irá estender-se até ao estádio municipal.

"A Quinta Pedagógica é um espaço para todas as gerações, inclusivo e com cada vez mais turistas", resume o presidente da Câmara, Ricardo Rio. No último ano, as atividades pedagógicas e ações de formação registaram um aumento de 1504 participantes, mais 9% em relação ao ano de 2017. Mas, na globalidade, 40 592 pessoas passaram pelo equipamento.

Ali, explica o coordenador Fernando Pinto, os mais novos podem alimentar os animais, dar-lhes mimo, conhecer as plantas e o seu processo de crescimento, confecionar pão e doces e até ter sessões de sensibilização ambiental. "Às vezes, as crianças pensam que vêm a um pequeno jardim zoológico. Mas não somos um zoo. Só temos animais das quintas tradicionais minhotas", elucida o responsável, adiantando que o período dos magustos, desfolhadas ou das vindimas são ponto de encontro de convívios intergeracionais.

A Quinta Pedagógica de Braga dá, ainda, um contributo na capacitação de alunos com necessidades educativas especiais, proporcionando períodos de aprendizagem e integração no mundo do trabalho. Neste momento, o equipamento tem três funcionários com deficiência, num total de oito colaboradores. A expectativa do Município é, também, pôr a funcionar o projeto de hipoterapia (método terapêutico que utiliza cavalos), assim que seja construído o picadeiro, o que deverá acontecer este ano