Nos olhos de

Setúbal vista por uma educadora de infância

Setúbal vista por uma educadora de infância

Vera Santos tem 30 anos e é educadora de infância em Setúbal, cidade onde sempre viveu mas que não a viu nascer. Veio ao mundo em Lisboa por decisão da mãe, mas voltou logo para a cidade à beira Sado plantada. Confessa-se apaixonada por Setúbal, admira a evolução da cidade para atrair cada vez mais turistas e melhorar as condições de vida dos moradores.

"Setúbal é uma cidade em expansão, permite-me viver novas experiências diariamente, acompanhar a par e passo a sua evolução e, em conformidade com a sua transformação, construir novas recordações". Vera Santos, 30 anos, criada naquela que considera uma "deslumbrante cidade piscatória", recorda Setúbal na sua infância como um local "recatado", com poucos espaços de lazer. "Lembro-me que um dos locais mais frequentados pelos jovens era o Parque do Bonfim". Atualmente, como consequência das obras de requalificação a que a cidade tem sido sujeita, o Parque do Bonfim apresenta-se com uma nova imagem, mas não é o único. "A zona ribeirinha, a todo o seu comprimento, tem vindo a ser progressivamente requalificada, proporcionando aos turistas um passeio bastante agradável e convidativo". Do outro lado do Sado, encontra-se Troia, uma língua de areia que a educadora de infância já não frequenta como desejava, devido aos "valores exorbitantes no transporte fluvial" e ao que considera uma substituição de um "recanto paradisíaco selvagem" por uma "forma de estar na vida mais condizente com os tempos modernos". "Lembro-me do toque da fina e suave areia das esplêndidas praias da península de Troia, onde rebolava, brincava, relaxava. Enfim, um pequeno paraíso, desprovido de edifícios, apenas com uma paisagem natural única", de onde se vislumbra ainda a serra da Arrábida. "Setúbal usufrui de uma serra primorosa e um castelo com história, com uma vista desafogada da cidade".

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