Centro Urbano

Turismo de luxo, negócios e lazer animam as quatro marinas algarvias

Turismo de luxo, negócios e lazer animam as quatro marinas algarvias

Jantares românticos e festas em iates ou em restaurantes exclusivos junto aos pontões, compras nas lojas, ou simples passeios a pé, depois de um dia de praia, para contemplar as embarcações, são mais-valias que atraem milhares de pessoas aos centros de turismo náutico de Vilamoura, Albufeira, Portimão e Lagos.

Jantares românticos a bordo de um sumptuoso iate de recreio, ou encontros de negócios nas esplanadas em volta do pontão, mas também passeios a pé e compras nas lojas de recordações são o quotidiano das quatro marinas do Algarve, por estes dias, a mais movimentada região do país, com centenas de milhares de pessoas em gozo de férias. Mas, a par do acolhimento de turismo náutico, estes são espaços que valorizam economicamente as cidades, com a criação de vários ramos de negócio e indústrias próprias.

Inaugurada em 1974, Vilamoura foi a primeira marina em Portugal e a única em todo o país durante 20 anos, quando nasceu a de Lagos. No Algarve, seguiu-se Portimão, em 2000, e Albufeira, em 2003, a par de outras que foram aparecendo pelo resto do território nacional. Desde cedo estes espaços se notabilizaram pela capacidade de atração de visitantes.

"As marinas funcionam como polo de agregação da náutica e das áreas que lhes estão adjacentes, quer direta quer indiretamente, desde a mecânica naval, às oficinas de manutenção e reparação de barcos, ou o abastecimento de combustível, bem como o alojamento turístico, a restauração ou o próprio comércio ligado ao setor. Tudo isto cria oportunidades de negócio e emprego nas cidades", explica, ao JN Urbano, Fátima Catarina, vice-presidente da Região de Turismo do Algarve.

Mas as marinas são também locais de passeio, convívio e compras. Em Vilamoura, por exemplo, a partir do meio da tarde, começam a chegar os turistas depois de um dia de praia. Comer um gelado, andar a pé e fotografar as luxuosas embarcações ali estacionadas são práticas habituais. "As marinas são locais muito apetecíveis pela tranquilidade e beleza", adianta Isolete Correia, diretora da Marina de Vilamoura.

Menos movimentadas, mas com uma oferta requintada e grande dinâmica, as marinas de Portimão e Albufeira, as mais jovens da região, distinguem-se pelos edifícios coloridos de habitação em volta. Já em Lagos, é a restauração diversificada e os bares que asseguram clientela a todas as horas do dia. O espaço está ainda ligado por uma ponte levadiça ao Centro Histórico da cidade, o que assegura um vaivém constante de visitantes.

Mas as marinas são, na sua essência, centros de acolhimento de turismo náutico, um segmento que valoriza as cidades onde estão instaladas. "A maioria dos nossos clientes tem aqui os barcos todo o ano, mas há também aqueles que alugam embarcações, sobretudo nesta altura, para passeios que podem ser de um dia ou de uma semana", explica Isolete Correia.

Por outro lado, apesar de ter alguns picos de sazonalidade, o turismo náutico apresenta bons indicadores ao longo de todo o ano. "O Algarve tem condições únicas para a navegação e também para os desportos náuticos", justifica Fátima Catarina, acrescentando que 50% dos clientes das marinas são portugueses e britânicos. Espanhóis, holandeses e alemães são as outras nacionalidades mais comuns.

Finalmente, destaque para o forte reconhecimento internacional da Marina de Vilamoura. Em 2019 obteve, pelo oitavo ano consecutivo, a distinção de Melhor Marina de Portugal, pela Publituris Portugal Trade Awards. Conquistou o título internacional "Marina of Distinction", por ter recebido, consecutivamente, no triénio 2015 a 2017, o prémio de melhor marina internacional, atribuído pela The Yatch Harbour Association e já este ano foi eleita a melhor marina internacional também pela TYHA