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Turistas devolveram elétricos às ruas do Porto

Turistas devolveram elétricos às ruas do Porto

De relíquias históricas e peças de museu, os elétricos explodiram com o boom turístico que a Invicta vivenciou nos últimos anos. A Linha 1, que liga o Infante ao Passeio Alegre, é a mais procurada. O interesse é tanto que as filas são imensas, não sobram lugares e há veículos antigos parados que vão voltar em breve aos carris para colmatar a procura, que duplicou em meia dúzia de anos.

Paola agarra com a firmeza de apenas uma mão um dos bancos bordeaux vivo do quase centenário mas bem conservado elétrico da Linha 1 que sai do Infante rumo ao Passeio Alegre, no Porto. É manhã de um dia de semana com sol a preceito, a lotação de 23 passageiros sentados esgota-se em menos de um esfregar de olhos e Paola é dos muitos turistas que têm de se contentar em viajar de pé durante o percurso de pouco mais de 15 minutos que tem sempre como companhia o cenário privilegiado do rio Douro. A atrapalhada busca de equilíbrio não lhe rouba a sagacidade de tentar captar imagens da paisagem enquanto segura o telemóvel com dificuldade na mão que tem livre. "Isto é fantástico", comenta em italiano vivo com os familiares que, como ela, também vão tentando desfrutar da viagem com pés bem assentes no soalho que já não é de madeira mas continua trepidante como nos velhos tempos em que o elétrico era transporte público frequente na cidade.

O número 1, que existe desde a origem e nunca foi descontinuado, é o mais procurado e movimentado da rede de elétricos do Porto, que contempla ainda as linhas 18 (Massarelos-Carmo) e 22 (Carmo-Batalha). Há 8,9 quilómetros de carris ativos pela cidade e 46 paragens disponíveis.