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Vila Nova de Gaia vista por um gelateiro

Vila Nova de Gaia vista por um gelateiro

Marco Rosmaninho tem 25 anos, é natural de Coimbra, e é gelateiro. Esta foi a atividade que começou a exercer aos 16 anos, numa gelataria da cidade dos estudantes. Há quatro anos, o jovem foi trabalhar para a loja da gelataria Mamma Maria, na Praça da Batalha, no Porto. Hoje, continua na mesma gelataria, mas trabalha, também, na loja do Cais de Gaia, onde produz e vende os gelados que faz de forma artesanal.

Trabalhar no Cais de Gaia significa receber, todos os dias, dezenas de clientes. Muitos deles, turistas. Por isso, Marco Rosmaninho, da gelataria Mamma Maria, tinha mesmo de "saber desenrascar-se em várias línguas". Aos 25 anos, o funcionário fala inglês, espanhol, italiano e francês. Mas não é só. Marco garante, bem-disposto, que fala ainda "cinco tipos de sotaque português". E com a mesma alegria relata o crescimento da cidade de Gaia, para onde foi trabalhar.

"Quando vim para cá, há quatro anos, já se notava esta marca do turismo", revela. Contudo, o gelateiro garante que, no que diz respeito ao turismo, Gaia "está cada vez melhor". E todos os turistas que visitam a Invicta "fazem questão de atravessar a ponte e desfrutar da vista junto ao Cais". Além da paisagem, o gelateiro diz que Gaia tem mais para oferecer. E aponta, de imediato, um dos pontos fortes da cidade: "É aqui que estão as caves do famoso vinho do Porto", indica, adiantando que Gaia tem ainda "o teleférico" e transformou-se numa cidade "renovada e muito atrativa". Por isso, muitos dos que visitam, pela primeira vez, as duas cidades - Porto e Gaia -, prometem voltar. "Há turistas que visitam a gelataria uma vez e, no ano seguinte, voltam", explica. "Alguns, nós até já conseguimos reconhecer. E outros dizem-nos mesmo que já não é a primeira vez que vão comer um gelado" no Cais.

Junto ao Douro, os dias do gelateiro têm uma rotina que está "mais ou menos definida". De manhã, "antes de a loja abrir as portas", é tempo de "fazer os gelados". Depois, passa para o balcão, onde recebe e atende os clientes, que são "maioritariamente turistas". Marco conhece-lhes os traços e as preferências: "Os alemães, por exemplo, gostam muito de gelados de baunilha e os portugueses continuam a querer tudo o que tenha chocolate", diz, com um sorriso, e apontando para a banca onde estão os vários sabores. Por fim, o jovem lembra: "Além de ser muito bonita, Gaia está a um passinho do Porto".

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