Madrid aperta o cerco a casas de apostas

Madrid aperta o cerco a casas de apostas

Governo Autónomo intensifica fiscalização depois de meses de protestos de cidadãos contra proliferação destes locais e a sua proximidade a escolas e outros estabelecimentos de ensino.

o governo autónomo da Comunidade de Madrid reforçou, nas últimas semanas, o controlo do funcionamento das casas de jogo e apostas da capital espanhola, depois de várias manifestações populares terem denunciado o sentimento de revolta contra o excesso de estabelecimentos daquele ramo e a proximidade de estabelecimentos de ensino.

O diário "ABC" adianta que, segundo o registo municipal, existem 362 salas abertas na cidade e pelo menos 64 não possuem licença de jogo. Algumas, acrescenta a publicação, aparecem registadas como estabelecimentos hoteleiros, cafés ou comércio retalhista simples.

A situação é confusa, especialmente porque há uma proposta de lei ainda não aprovada que ditaria que a distância obrigatória destas casas a estabelecimentos de ensino fosse alargada dos atuais 100 para 500 metros. A ser aprovada a legislação, fará com que os 40% das atuais instalações em operação não cumpram este requisito.

A situação está ainda em análise, mas as empresas ligadas à atividade já se manifestaram contra a hipótese de alargamento do raio para 500 metros, considerando que, a ser aprovada, esta lei funcionará como uma "proibição encoberta".

Para já, além da intensificação da fiscalização às casas de jogo e apostas, está suspensa a emissão de novas licenças. Por outro lado, as instalações que não colocaram controlos de acesso aprovados pelo Governo regional para impedir a presença de menores ou pessoas inscritas em listas de autoexclusão sofrerão multas até 9000 euros.

A polémica com as casas de jogo começou no ano passado, quando populares se manifestaram nas ruas a exigir medidas concretas. Alguns relatavam mesmo casos de menores que roubavam dinheiro em casa para poderem apostar.

No início de dezembro, Alvaro Mateos, um motorista da Empresa Municipal de Transporte (EMT), deixou no Twitter a sua indignação contra a publicidade a casas de apostas. "A Câmara continua com a sua degradação moral. Agora, publicidade de casas de apostas nos autocarros , em que crianças e jovens frequentam escolas". O post teve tal impacto que a EMT ordenou a retirada destes anúncios.

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