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Memórias dos estaleiros nas varandas de Vila do Conde

Memórias dos estaleiros nas varandas de Vila do Conde

Exposição inserida no programa das Jornadas do Património conta com 18 telas, a preto e branco, recordam os tempos áureos dos estaleiros de Vila do Conde. Como dizem os mais velhos, são as memórias de um "saber fazer" que foi passando de geração em geração, mas que hoje corre o risco de se perder.

Os mais velhos, orgulhosos do passado, reveem a velhinha Vila do Conde em cada imagem, a do tempo em que os estaleiros eram "ali, ao fundo da rua", com centenas de braços a trabalhar, e os "bota-abaixo" dos barcos eram "dia de festa". Os novos residentes aproveitam para saber mais sobre a nobre arte da construção naval em madeira, aquela que, desde cedo, moldou o crescimento da cidade e que, hoje, é candidata a Património Imaterial da Humanidade.

As fotografias de José Manuel Arsénio são de Sesimbra, mas bem podiam ser dali e, garante quem lá trabalhou, muitos daqueles barcos foram desenhados em Vila do Conde, com quem o estaleiro sesimbrense teve sempre "muitas e boas relações".

A exposição, com 18 fotografias, estará até 3 de novembro nas varandas da Rua do Lidador, em pleno Centro Histórico de Vila do Conde. "É a 10.a do ciclo Foto VC e a primeira a sair à rua", explica JPedro Martins, o fotógrafo vila-condense, que, desde 2018, traz à cidade, amiúde, os melhores da arte.