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Minho a duas velocidades no arrendamento

Minho a duas velocidades no arrendamento

Modelos opostos de desenvolvimento urbano em Braga e Guimarães influenciam mercado imobiliário. Na Cidade-Berço privilegiou-se a beleza citadina e os edifícios baixos, mas o preço a pagar foi a falta de casas e a perda de população. Em Braga, a cidade cresceu, nem sempre com a melhor das paisagens.

Apesar de separadas por apenas 20 quilómetros, as duas maiores cidades do Minho não podiam ser mais diferentes no modelo de desenvolvimento urbano. Braga e Guimarães seguiram políticas construtivas frontalmente opostas e as opções do passado refletem-se no presente. Da paisagem, pela qual Guimarães recebe o elogio unânime, ao mercado imobiliário, onde a pressão é mais forte do lado vimaranense.

Os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) ajudam a perceber a diferença entre as cidades. Apesar de Braga ter quase o dobro dos edifícios de Guimarães (39 mil contra 21 mil), a Cidade-Berço tem mais fogos de um e dois andares do que a congénere bracarense. Isto explica-se pelo facto de Guimarães ter privilegiado a construção de baixo relevo, ao passo que Braga tem quase quatro vezes mais edifícios de sete ou mais andares do que Guimarães.

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