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O ano ideal para comprar casa nas grandes cidades

O ano ideal para comprar casa nas grandes cidades

Fim das moratórias, oferta maior que a procura, imprevisibilidade da economia, concessão de crédito bancário em alta, taxas de juro reduzidas. O imobiliário depara-se com um cenário impactante que terá reflexos claros para quem pretende adquirir habitação própria, com todos os indicadores a apontarem para uma baixa de preços significativa

"O mercado vai registar uma crescente erosão dos preços nos próximos seis a nove meses", descreve um relatório da consultora Imovendo, a que o JN teve acesso. "O crescente peso dos municípios que apresentam sinais vermelhos em termos de evolução homóloga dos preços é um sinal de que a pressão para que os "asking prices" sejam revistos em baixa será cada vez maior", prevê a Imovendo.

Nélio Leão, CEO da Imovendo, explica que Portugal está perante "um círculo vicioso de sucessivos ajustamentos em baixa", o que conduzirá a um efeito bola de neve. "As moratórias irão terminar até setembro. Com o aproximar dos meses, e não estando previsto o prolongamento das ajudas nem uma recuperação visível da economia, os preços terão tendência a baixar ainda mais", calcula. Além disso, "não se vislumbra um aumento das taxas de juro, o que é propício à compra não só de habitação, mas também de escritórios e espaços comerciais", acrescenta. Outro fator tem que ver com o estado de espírito dos portugueses, que, por não consumirem tanto, se sentem "com mais capacidade de investimento, o que "facilita a decisão" de avançar para a compra de casa.

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