Premium

Pandemia faz disparar procura por moradias e "casas-escritório"

Pandemia faz disparar procura por moradias e "casas-escritório"

Confinamento ditou alteração nas preferências de quem escolhe uma habitação, a qual, em muitos casos, passou também a ser o local onde se exerce a atividade profissional. Ter um espaço próprio para o teletrabalho é agora "obrigatório". Varandas, jardins e terraços estão também muito mais valorizados.

Casas com espaços ao ar livre, de preferência privados, e interiormente versáteis, de forma a poder criar pequenos escritórios ou áreas de estudo. A pandemia de covid-19 teve reflexos quase instantâneos na preferência dos portugueses na escolha de um lugar para viver. A procura por moradias disparou e, para quem não tiver orçamento para tal, há fatores que passaram a ser fundamentais, como a existência de varandas e terraços. Houve até projetos que estavam em curso e que pararam para ser reformulados de forma a contemplarem este tipo de espaços.

"Uma casa deixou de ser o sítio onde as pessoas depositam o seu corpo ao fim do dia. As famílias decidiram apostar nela como um sítio de vivência", resume Rui Torgal, diretor-geral da ERA Portugal, que não tem dúvidas quanto aos aspetos que saíram mais valorizados. "Naturalmente, espaços exteriores maiores e locais para teletrabalho, porque, durante o confinamento, muitas famílias, com os filhos a ter aulas online e os pais a trabalhar, sentiram que estavam todos encavalitados uns nos outros", observa.

Outras Notícias

Outros Conteúdos GMG