O Jogo ao Vivo

Lá Fora

Roma proíbe "cantorias" nos transportes públicos

Roma proíbe "cantorias" nos transportes públicos

A Câmara Municipal de Roma está a atualizar a legislação que regula o comportamento dos cidadãos na via pública, com medidas que incluem a proibição de cantar nos autocarros, metro e elétricos da capital italiana.

A ideia é combater os excessos decorrentes do turismo de massas, nomeadamente ao nível do ruído e do lixo. A nova versão dos regulamentos, que datam de 1946, acrescenta proibições à lista elaborada em novembro.

As autoridades romanas prometem apertada vigilância nos transportes públicos, para evitar "bêbados incómodos" e, por isso, são interditas "cantorias". Mas há mais. É proibido passear animais exóticos e os donos de cães que não apanhem os respetivos dejetos arriscam pesadas multas.

Na cidade onde o F. C. Porto jogou terça-feira para a Liga dos Campeões passa também a haver "tolerância zero" para os casais que insistam em pendurar "cadeados do amor" nas pontes. O que também não é permitido é estender roupa a secar às janelas, ou adultos a brincar em parques infantis.

O consumo de álcool em recipientes de vidro na rua está também interdito entre as 22 horas e as 7 da manhã, bem como a cobrança a turistas por fotos com indivíduos trajados como "centuriões" do império romano .

As novas medidas, que visam disciplinar o comportamento dos visitantes, vão ser muito brevemente transmitidas à Polícia Municipal, para que comecem a ser aplicadas multas.

Nos últimos anos têm-se multiplicado as queixas da população a propósito de comportamentos inadequados de turistas, como banhos nas fontes públicas da cidade ou passeios em situação de nudez ou seminudez, situações que já levaram à aplicação de multas, depois de em novembro a Câmara de Roma ter introduzido alterações aos regulamentos para punir estas ações.

Virginia Raggi, presidente da Câmara, classifica as novas leis como "históricas" e diz que visam tornar Roma "mais bonita, segura e acolhedora".

A Polícia tem agora o poder de emitir "daspos", ou seja a proibição de quem tenha um comportamento incorreto voltar à cidade por um período que pode variar entre 48 horas a 60 dias