Sociedade Civil

Um filme trágico-cómico made in Famalicão

Um filme trágico-cómico made in Famalicão

João Pedro Castro transformou-se em realizador e produtor, juntou-se aos amigos, que se tornaram atores, e a um grupo de estudantes de audiovisuais. Resultado? O filme "Estórias de Villa". Estreou na última quarta-feira, na Casa das Artes de Famalicãor. O que virá depois? "Ainda não sei", responde o realizador.

João Pedro Castro, formador de profissão, tem como passatempo escrever. Redigiu uma pequena história sobre "problemas atuais" e há cerca de um ano e meio decidiu que era altura de transformar a prosa numa "obra cinematográfica".

"Até porque o último filme rodado em Famalicão e sobre Famalicão foi do Manoel Oliveira e data de 1940", conta o formador. "Estive um ano e tal a marinar na ideia e a sondar os meus amigos e conhecidos para ver se estavam disponíveis", relata. Entretanto, desafiou os alunos do curso de técnico de audiovisuais da Escola Camilo Castelo Branco e decidiu avançar.

"Mas não é amador de forma depreciativa, é amador porque ninguém ganhou dinheiro com isto", sublinha. "Muita gente vai ter grandes surpresas porque há atores que revelaram um talento extraordinário", assevera. A parte audiovisual ficou a cargo dos estudantes, que aceitaram o desafio sem pestanejar. "Foi preciso juntar um núcleo duro porque a equipa tinha de ser de continuidade e foi tudo feito em horário pós-laboral, fins de semana e feriados", conta Maria José Carneiro, diretora do curso de audiovisuais.

"O resultado superou as expectativas", afirma a docente, sem querer levantar muito o véu do resultado final, tal como o autor da longa-metragem.

"É um filme trágico-cómico, que aborda problemas que todos nós conhecemos, como divórcios, problemas conjugais e profissionais", explica. "A história anda à volta de um sonho de um grupo de cinquentões", conclui, mantendo a surpresa até ao dia da estreia.

PUB

A película foi rodada em vários locais de Famalicão, desde ruas até aos espaços mais emblemáticos como a Casa de Camilo, o Parque da Devesa e o Museu Ferroviário. "Depois usámos casas particulares e, por exemplo, escritórios de advogados de amigos meus", nota.

"Gravar em locais de cultura de Famalicão é também uma forma de os promover e de promover o concelho", diz o realizador.

O filme não teve qualquer financiamento e contou apenas com dois patrocínios que serviram para adquirir adereços e para providenciar alimentação para a equipa.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG