Um oásis verde no coração de Oeiras onde se respira cultura

Um oásis verde no coração de Oeiras onde se respira cultura

O Parque dos Poetas em Oeiras é um dos maiores espaços do género do país e vai ter já este verão uma nova ponte e 400 lugares de estacionamento. Em tempos de pandemia, famílias aproveitam os 25 hectares de zonas arborizadas para desfrutarem do ar livre, mantendo o necessário distanciamento

São 25 hectares de zonas arborizadas, com bebedouros, pontes, uma fonte de jogos de água, e até um pequeno regato de uma nascente natural. Não faltam também sombras para quem queira desfrutar do ar livre e das zonas de brincadeira para os mais pequenos. Inaugurado em 2003 (primeira fase), em Oeiras, a escassos 15 quilómetros de Lisboa, o Parque dos Poetas é um dos maiores do género do país, com a mais-valia de acrescentar à parte lúdica uma forte vertente cultural, através da representação escultórica dos 60 maiores poetas nacionais, desde a fundação de Portugal até aos últimos 20 do século XX e ainda 10 autores dos países e territórios de expressão portuguesa. Não se estranha que, por estas características, em época de pandemia, esta seja uma opção para muitas famílias em alternativa à praia, onde a manutenção do distanciamento social se afigura mais difícil.

"Este parque é uma boa alternativa para aproveitar os dias de verão, desfrutar do ar puro e evitar multidões", adianta ao JN Urbano Joana Matos, de 30 anos, enquanto brinca com a filha Diana, de três anos . Ao lado, o marido, João Martins, está mergulhado em papéis. "Estou a estudar e é bem mais tranquilo fazê-lo aqui à sombra do que em casa", explica.

A tranquilidade e segurança são outros aspetos que atraem mais gente a este pulmão verde de Oeiras. "Aqui podemos passear e correr com segurança", observa Tânia Évora, que, com o marido, Rui Rodrigues, e Clara, a filha de ambos, de 4 anos, confessa que a família vai ao Parque dos Poetas sempre que pode. "Além da beleza e das pontes a ligar as várias fases, tem a vantagem de não poderem entrar cães, pelo que as crianças podem brincar à vontade na relva sem risco de encontrarem alguma "surpresa" desagradável", observa a mulher.

A construção do parque corresponde a um investimento global de cerca de 50 milhões de euros e, dada a sua dimensão, a inauguração foi faseada, ficando concluída a 1.ª fase em junho de 2003, a segunda em 2013 e a última em julho de 2015. Isaltino Morais, presidente da Câmara de Oeiras, e mentor do projeto, fala com orgulho de um parque urbano "único em Portugal" e revela que vai continuar a valorizar o espaço.

"Já em junho e julho vamos construir uma ponte pedonal a ligar a 1.ª fase à 2.ª fase e abrir um parque de estacionamento de 400 lugares", sublinha o autarca, junto ao conjunto escultórico de D. Dinis, construído em pinheiros. "É um exemplo da enorme diversidade escultórica que aqui temos, porque demos total liberdade criativa aos artistas", acrescenta.

Mas o recinto não se limita a estátuas e zonas verdes. Além de uma pirâmide com o nome de todos os poetas representados, haverá um obelisco e o Templo da Poesia, um edifício multiusos, com salas de estudo muito procuradas por estudantes, um anfiteatro e um miradouro com uma vista deslumbrante de 360 graus. Mas Isaltino Morais conta que há mais para acrescentar: "O templo vai ter uma sala de realidade virtual em 3D, um café-concerto e uma galeria. Ainda estamos a definir os conteúdos".

Em termos de lotação, o autarca avança que o parque pode comportar simultaneamente 30 a 40 mil visitantes. "E dá para manter o distanciamento social", assegura, já no final da visita, junto à Ilha dos Amores, um espaço dedicado a Luís de Camões, com um lago, jogos de água e uma gruta onde está representada toda a epopeia dos Lusíadas. É, por isso, um dos locais mais procurados pelos visitantes.

Outras Notícias

Outros Conteúdos GMG