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Um vírus na cidade chamado silêncio

Um vírus na cidade chamado silêncio

O que fica depois do vazio? Será o futuro igual ao presente que a Covid-19 interrompeu? Se as consequências imediatas são evidentes, com ruas moribundas a substituir o bulício de sempre, o amanhã que ninguém sabe quando chegará pode trazer uma nova forma de olhar a paisagem urbana

Isolamento. Esta é a palavra de ordem desde que a pandemia de Covid-19 rebentou descontrolada, primeiro na Ásia, depois na Europa e no continente americano. Desde há quase uma semana que o panorama das cidades é fotocópia fiel de um vazio ordenado pela prevenção, a melhor arma que as autoridades encontraram para combater um inimigo global que tarda em dar mostras de abrandamento. Portugal não foge à regra, com Porto e Lisboa à cabeça, e onde dantes o ritmo era acelerado, mais não há do que longos fios de silêncio e quietude. Pela primeira vez na História recente, os centros urbanos foram forçados a parar. Até quando? Essa é a dúvida a que ninguém ousa responder.

"As consequências são imprevisíveis. A única certeza é que as cidades sobreviverão, apenas é cedo para se perceber como", descreve o geógrafo Rio Fernandes, professor catedrático na Faculdade de Letras da Universidade do Porto e presidente da Associação Portuguesa de Geógrafos.

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