Património

Visitar a Universidade do Porto sem sair do sofá

Visitar a Universidade do Porto sem sair do sofá

O património da Universidade do Porto está agora aberto ao público apenas à distância de um clique, com o lançamento de um programa de visitas virtuais gratuitas. Com imagens em alta resolução e segredos habitualmente inacessíveis, destacam-se a sala do reitor ou uma biblioteca rara.

A Universidade do Porto (UP) lançou um programa inovador. A partir de casa, ou de qualquer outro local, é possível conhecer por dentro e ao detalhe alguns dos mais simbólicos e históricos edifícios da instituição. A iniciativa é o primeiro passo do projeto de mapeamento digital da UP e está acessível a todos, sem qualquer custo.

A porta de entrada é o site Casa Comum. Depois, através de um processo em tudo semelhante ao Google Street View, é só explorar a vasta coleção de imagens 3D disponíveis e a imensidão de informação útil a elas associadas.

"Trata-se de uma oportunidade única para aqueles que vivem noutras cidades do país que não o Porto, ou até no estrangeiro, possam conhecer por dentro o que é a UP. Onde quiserem, como quiserem, demorando o tempo que entenderem", explica Fátima Vieira, vice-reitora para a área da Cultura da Universidade do Porto.

Estão disponíveis roteiros que percorrem o histórico edifício da Reitoria, na Praça de Gomes Teixeira, popularmente conhecida como Praça dos Leões, o Jardim Botânico, no Campo Alegre, e a Casa Museu Abel Salazar, em São Mamede de Infesta (Matosinhos).

As surpresas são muitas e até é possível entrar onde raramente os visitantes têm acesso facilitado, como a sala de trabalho do reitor da UP. Quem se aventurar pela Reitoria pode contemplar os 50 quadros com figuras que fizeram a história universitária do Porto, "sentar-se" no célebre salão nobre ou ir sabendo tudo sobre os objetos espalhados pela vasta área do edifício através de pontos de informação.

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Também é possível aceder à biblioteca, que guarda exemplares raros em Portugal, como dois globos do século XIX, um terrestre e outro celeste. Para desfrutar de um momento de lazer, estão ainda franqueadas as portas virtuais da Casa Comum, onde é possível escutar um concerto ao piano.

"No fundo, trata-se de um processo de democratização da cultura que procura conceder a todos o acesso à arte, ao património e à ciência", resume Fátima Vieira.

"A ideia de disponibilizar virtualmente o seu património era alimentada e estudada há algum tempo pela Universidade do Porto. O contexto de pandemia acelerou-a", acrescenta.

No Jardim Botânico e na Casa Museu Abel Salazar a ideia é igualmente permitir aos visitantes virtuais experimentarem as sensações únicas de uma deslocação presencial.

"No Jardim Botânico, por exemplo, é possível ir acedendo a etiquetas que dão todos os pormenores sobre as plantas lá disponíveis nos diversos jardins", descreve a vice-reitora.

As visitas virtuais ao património histórico da Universidade do Porto não vão ficar por aqui. Estão a ser preparados processos de mapeamento digital de outros edifícios, nomeadamente os das várias faculdades, para que no próximo ano possam, também eles, ser percorridos online.

Em marcha continuam as visitas presenciais aos diferentes pontos de interesse da UP. Como ao histórico edifício da Reitoria, que mantém as portas abertas a visitas gratuitas. Basta, para tal, enviar antecipadamente um e-mail para cultura@reit.up.pt.

Uma coisa é certa, garante Fátima Vieira, quando a pandemia der tréguas e o país e Mundo retomarem a normalidade de sempre, ambos os formatos de visitas vão coexistir. "Nada impede a realização uma da outra, pelo contrário", considera a vice-reitora da Universidade do Porto.

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