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Esposende critica Plano da Orla Costeira por injustiça na capacidade construtiva

Esposende critica Plano da Orla Costeira por injustiça na capacidade construtiva

O presidente da Câmara de Esposende, Benjamim Pereira, criticou esta quarta-feira o novo Plano da Orla Costeira entre Caminha e Espinho, por acabar com a capacidade construtiva na marginal da cidade e noutras zonas urbanas consolidadas, como a de Apúlia.

"A marginal de Esposende, por exemplo, sempre deu para construção, e não podemos permitir que agora essa capacidade construtiva seja pura e simplesmente retirada, criando situações de clara injustiça", disse Benjamim Pereira à Lusa.

O autarca apontou ainda o caso do núcleo urbano de Apúlia, onde a Câmara, por 600 mil euros, um edifício com valor arquitetónico, que pretende alienar para fins hoteleiros.

Como explicou, esse projeto só será viável com a ampliação do imóvel, que com o novo Plano da Orla Costeira não será possível.

"Note-se que estamos a falar de uma ampliação para o interior e não para o lado da praia", sublinhou.

Lembrou que as novas regras terão de ser vertidas nos planos diretores municipais, obrigando à revisão dos documentos.

"Impõem as regras mas quem vai ter de dar a cara perante as populações são os municípios", criticou.

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Disse que está já agendada para 07 de novembro uma reunião no Ministério do Ambiente, em que autarcas dos vários municípios abrangidos pelo novo Plano de Ordenamento darão conta à tutela das suas críticas ao documento.

Benjamim Pereira ressalvou que concorda com "90 a 95 por cento" do plano, que em Esposende prevê mais de duas centenas de demolições, sobretudo na zona de Pedrinhas/Cedovém, em Apúlia.

Trata-se, na sua maioria, de "barracos", mas há também "seis a oito" casas de primeira habitação e várias outras de segunda.

A Câmara pretende ainda a relocalização dos restaurantes ali existentes e a manutenção do núcleo de pesca de Cedovém e de algumas construções em xisto, com valor patrimonial.

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