Direção-Geral da Saúde

Esteve em zonas afetadas pelo coronavírus? Saiba o que deve fazer

Esteve em zonas afetadas pelo coronavírus? Saiba o que deve fazer

A Direção-Geral da Saúde diz que não existem restrições à estadia em Portugal de pessoas que regressem de uma área de transmissão ativa do novo coronavírus, mas deixa recomendações. A lista foi entregue às escolas do país esta sexta-feira.

Se voltou recentemente do norte de Itália, China, Coreia do Sul, Singapura, Irão ou outras zonas onde haja uma transmissão ativa do Covid-19, a DGS aconselha que, durante 14 dias, esteja atento ao aparecimento de febre, tosse ou dificuldade respiratória, devendo medir e registar a temperatura corporal duas vezes por dia. Recomenda também que, durante o mesmo período, se isole, evite o contacto físico com terceiros e verifique se alguma das pessoas com quem convive de perto desenvolve sintomas.

Se isso acontecer, o doente não deve deslocar-se de imediato aos serviços de saúde. O melhor a fazer é ligar para a Linha Saúde 24 (800 24 24 24) e seguir as orientações indicadas, acrescenta a DGS, que destaca também a importância de "lavar frequentemente as mãos, com água e sabão, esfregando-as bem durante pelo menos 20 segundos", reforçando essa lavagem "antes e após a preparação de alimentos ou as refeições, após o uso da casa de banho e sempre que as mãos estejam sujas". Em alternativa, um gel desinfetante também pode ser usado para higiene das mãos.

Utilizarlenços de papel (de utilização única) para se assoar, deitando-os num caixote do lixo e lavando as mãos de seguida, e tossir ou espirrar para o braço com o cotovelo fletido, evitar tocar nos olhos, no nariz e na boca com as mãos sujas ou contaminadas com secreções respiratórias são outras recomendações da DGS, cujo documento foi enviado aos agrupamentos escolares esta sexta-feira.

"Moderado a elevado"

O balanço provisório da epidemia do Covid-19 é de 2800 mortos e mais de 82 mil pessoas infetadas, de acordo com dados reportados por 48 países e territórios. Além de 2744 mortos na China, onde o surto começou no final do ano passado, há registo de vítimas mortais no Irão, Coreia do Sul, Itália, Japão, Filipinas, França, Hong Kong e Taiwan. A Organização Mundial de Saúde declarou o surto como uma emergência de saúde pública internacional e alertou para uma eventual pandemia, na sequência de um aumento repentino de casos em Itália, Coreia do Sul e Irão nos últimos dias.

Em Portugal, a Direção-Geral da Saúde registou 25 casos suspeitos de infeção, sete dos quais ainda estão a ser analisados. Os restantes 18 casos suspeitos não se confirmaram, após testes negativos. No seu primeiro boletim diário sobre a epidemia, divulgado na quarta-feira, a DGS indicou que, "de acordo com a informação atual, o risco para a saúde pública em Portugal é considerado moderado a elevado".

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