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"Estou farta de andar quilómetros para comer. Pago propinas para quê?"

"Estou farta de andar quilómetros para comer. Pago propinas para quê?"

Trabalhadores das cantinas do Politécnico do Porto em protesto. Alunos lamentam que problema não seja resolvido.

"Andamos quase há sete meses nisto", atira, desanimada, Sandra Sousa. É uma das 19 funcionárias das cantinas do Instituto Politécnico do Porto (IPP), que, na terça-feira, se manifestaram no campus 2, na fronteira da Póvoa de Varzim com Vila do Conde. Em março, a concessionária desistiu do negócio e estão, desde então, sem salário. No IPP, há mais de 20 mil alunos, professores e funcionários desde abril "sem acesso a uma refeição decente". Estão solidários.

"É complicado. Temos contas para pagar. Tenho dois filhos menores!", diz Alcinda Silva. Era, há 15 anos, funcionária da cantina no campus 2. No final de janeiro, veio o confinamento. A StatusVoga nunca mais voltou a trabalhar. Cantinas e bares fecharam nos três "campi" universitários do IPP. "Desistiram e devolveram a concessão ao IPP. Nós fazemos parte da concessão. O IPP tinha que assumir os trabalhadores", acrescenta.

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