Conferência

Estrangeiros que entraram em Portugal sem testes foram identificados pelo SEF

Estrangeiros que entraram em Portugal sem testes foram identificados pelo SEF

Casos foram "residuais", garantiu a Secretária de Estado Adjunta e da Saúde, Jamila Madeira. Em conferência de imprensa, a responsável garantiu que as situações reportadas de passageiros vindos de países considerados de risco sem testes negativos "foram encaminhadas pelo SEF para a equipa de saúde encarregue de os realizar".

Questionada em relação à entrada em Portugal, através do aeroporto de Lisboa, de cidadãos estrangeiros oriundos de países de fora do espaço Schengen, sem qualquer comprovativo de resultado negativo para a covid-19, apesar de se tratar de uma obrigatoriedade legal, Jamila Madeira assegurou que foram reportados casos pontuais, todos eles identificados pelo SEF.

A Secretária de Estado Adjunta e da Saúde esclareceu ainda que os passageiros que não realizaram teste logo no aeroporto, foram contactados "para um posterior contacto pelas autoridades de saúde".

Durante a habitual conferência de imprensa de apresentação dos dados epidemiológicos do país, o subdiretor-geral da Saúde, Diogo Cruz, informou ainda que, em relação ao surto na Lisnave, foram testados 72 funcionários no estaleiro e 12 deram positivo. Dentro do navio, os membros da tripulação testados até ao momento deram negativo.

Há mais de uma semana, dois técnicos que se encontravam a bordo do navio Atlantic Orchard começaram a apresentar sintomas da covid-19, fizeram os testes e o resultado foi positivo, disse à Lusa o porta-voz da Lisnave, Humberto Bandeira.

"Estes dois técnicos terão sido contaminados por um outro técnico que, entretanto, já tinha abandonado o navio", acrescentou Humberto Bandeira, salientando que de imediato foram realizados testes a toda a tripulação e a cerca de uma dezena de trabalhadores do estaleiro, em Setúbal, que tinham estado em contacto com o navio.

Em relação à eventual utilização da vacina da BCG no combate à covid-19, Diogo Cruz recordou que os ensaios clínicos "não se fazem em meia dúzia de meses", garantindo que a DGS está atenta aos estudos em curso. "A Organização Mundial da Saúde está a acompanhar dois ensaios, mas ainda não temos os resultados finais", frisou.

Face ao inverno que se aproxima - e aos exemplos que nos chegam de fora - o responsável volta a sublinhar que a situação da Austrália vai ser sempre "um barómetro". "A Austrália tem o inverno primeiro do que nós e isso dá-nos uma ideia do que poderá ser o nosso. Vai ser sempre um barómetro, mas temos de pensar que a covid não se está a comportar como uma gripe vulgar", afirmou.

Quanto à inexistência de medicamentos como o Victan nas farmácias portuguesas, Jamila Madeira adiantou que, "nos diálogos com a empresa, foi sinalizada uma indisponibilidade temporária de abastecer o mercado" e que "estão a ser desenvolvidos todos os esforços para repor esses abastecimento".

Além disso, acrescentou que "não existe nenhuma outra carência digna de registo".

Outras Notícias