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Estratégia de imunidade natural comporta riscos para o SNS e para as pessoas

Estratégia de imunidade natural comporta riscos para o SNS e para as pessoas

A diretora-geral da Saúde defendeu esta quinta-feira que a estratégia de imunização natural contra a ​​​​​​​covid-19 comporta um risco de pressão sobre os serviços de saúde e um "risco individual" porque há casos que têm "um desfecho menos favorável".

Perante o aumento exponencial de casos, e a confirmar-se a menor gravidade da infeção causada pela variante ómicron do coronavírus SARS-CoV-2, especialistas apontam como nova estratégia de combate à pandemia a imunidade natural.

Questionada pela agência Lusa se este é o caminho a seguir, a diretora-geral da Saúde afirmou que, neste momento, as autoridades mantêm a estratégia de "reforçar as medidas todas que impeçam a transmissão do vírus", nomeadamente o distanciamento físico, o uso da máscara, a higienização das mãos, bem como a vacinação, a testagem e o arejamento dos espaços.

Para Graça Freitas, a estratégia de imunização natural tem "dois riscos", sendo o primeiro o número de pessoas doentes ao mesmo tempo.

"Apesar da doença ser pouco grave, se tivermos muitas pessoas ao mesmo tempo infetadas isso vai impactar nos serviços de saúde, quer a gente queira, quer não", alertou.

Por outro lado, observou, o risco de a pessoa ter "um internamento ou um desfecho grave não é zero".

"Obviamente, há grupos mais vulneráveis que outros, mas há pessoas aparentemente saudáveis que podem também ter uma evolução negativa e infeção natural comporta esse risco", sustentou.

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Graça Freitas explicou que, enquanto a vacinação é um processo de imunização controlado, "com pouquíssimas reações adversas" e que não leva ao internamento, nem à morte, a doença natural comporta esse risco.

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