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Estratégia Nacional para a Bicicleta está "muito atrasada", diz associação

Estratégia Nacional para a Bicicleta está "muito atrasada", diz associação

A Estratégia Nacional para a Mobilidade Activa Ciclável 2020-2030 (ENMAC) está sem recursos e em "risco iminente" de falhar as metas intercalares para 2025, denunciou a Associação pela Mobilidade Urbana em Bicicleta (AMUB). A organização pede que o Governo invista mais meios humanos, técnicos e financeiros no projeto.

Segundo a AMUB, embora a Estratégia Nacional - que esta segunda-feira cumpre dois anos de existência - tenha sido aprovada em Conselho de Ministros, está "muito atrasada" e a evoluir a um ritmo "extremamente lento".

O objetivo da ENMAC é fazer com que "a utilização da bicicleta como modo de transporte em Portugal convirja com a média do resto da Europa", lembra a AMUB em comunicado. Para que tal aconteça, em 2030, "pelo menos uma em cada dez viagens nas cidades portuguesas" deverá ser feita utilizando esse meio de transporte.

"Omeletes sem ovos"

A AMUB recorda que "Espanha destinou 3 mil milhões de euros do seu Plano de Recuperação e Resiliência para a mobilidade ativa", ao passo que Portugal não alocou qualquer verba para esse setor.

"A ENMAC precisa urgentemente de ter uma equipa de pessoas dedicadas - um Gabinete-Geral da Bicicleta, como em Espanha - com um orçamento próprio para a gestão e organização da Estratégia", lê-se no comunicado. A AMUB acusa o Governo de querer fazer "omeletes sem ovos" - colocando, assim, o país em "perigo iminente" de falhar as metas intercalares de 2025.

"As entidades responsáveis pela execução das 51 medidas têm de rapidamente ser capacitadas com os recursos humanos, técnicos e financeiros necessários", pede também a AMUB. Além disso, a associação reivindica uma "real articulação" entre Governo e autarquias, para que a Estratégica se torne "de facto nacional".

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Segundo a associação, "os benefícios socioeconómicos quantificáveis da atual utilização da bicicleta na União Europeia estão avaliados em mais de 150 mil milhões de euros por ano". Destes, "mais de 90 mil milhões de euros representam externalidades positivas no ambiente, na saúde pública e nos sistemas de mobilidade".

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