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Estudo de imunidade à covid-19 em Portugal já arrancou

Estudo de imunidade à covid-19 em Portugal já arrancou

A primeira fase do inquérito piloto para conhecer o nível de imunidade ao SARS-CoV-2 em Portugal já arrancou.

O inquérito serológico levado a cabo pelo Instituto Nacional Dr. Ricardo Jorge "já está no terreno" e visa "monitorizar a evolução da imunidade da população contra o novo coronavírus", anunciou o secretário de Estado da Saúde na conferência de imprensa conjunta desta quarta-feira. A finalidade do estudo é conhecer a percentagem de pessoas que têm anticorpos contra o vírus. De acordo com o governante, já foram contactados hospitais e postos de colheitas de análises clínicas, estando previsto que a colheita de amostras de sangue comece no início da próxima semana.

O "melhor de dois mundos" na solução para as creches

Sobre as normas a adotar nas creches, divulgadas hoje numa orientação da Direção-Geral da Saúde, Graça Freitas disse tratar-se de um "conjunto de boas práticas", resultante dos diálogos com o Ministério do Trabalho e parceiros do setor: "Tentámos conciliar o melhor de dois mundos, ou seja, permitir atividades lúdicas aos meninos (...) mas com regras e cuidados." O objetivo é permitir o "desenvolvimento harmonioso" e a "manutenção dos afetos", mas de forma a minimizar eventuais riscos de contágio, mantendo distâncias, retirando todo o material que não seja necessário às atividades e desinfetando com frequência os brinquedos, que não devem ser trazidos de casa, exemplificou.

Quanto a eventuais dificuldades das creches em manterem as crianças afastadas durante o período da sesta, por falta de espaço, a diretora-geral da Saúde destacou uma "regra muito simples": "Deitando um menino com a cabeça para um lado e os pés para o outro, e o menino seguinte ao contrário". "Se deitarmos os meninos em colchões seguidos com uma distância determinada, em que as cabeças dos meninos estejam a uma distância de um metro e meio, à partida minimizamos o risco de transmissão de gotículas", acrescentou Graça Freitas, dando conta de que os testes aos funcionários das creches "estão a ser feitos", não existindo até ao momento casos positivos.

Abertura da época balnear e normas para funerais ainda sem decisão

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Quanto à abertura da época balnear, a responsável recordou que "muitas instituições" ainda estão ainda a dar pareceres técnicos, baseados na avaliação do risco e na proposta de solução, e que "esse trabalho ainda não foi terminado".

Sobre novas indicações para a realização de funerais, Graça Freitas disse que vão ser publicadas"em breve", apontando que terá de haver "equilíbrio" entre "tratar com dignidade um momento difícil" e "minimizar o risco". A decisão sobre o número máximo de pessoas presentes nos funerais cabe às "entidades gestoras dos cemitérios e crematórios", reforçou.

Menos 15% de cirurgias oncológicas

"Face ao período homólogo de 2019, podemos dizer que temos menos 2500 doentes operados em cirurgia oncológica, que representa uma redução de cerca de 15%", esclareceu o secretário de Estado da Saúde, quando questionado sobre o adiamento e cancelamento de exames e cirurgias, nomeadamente na área oncológica. O governante acrescentou que também houve uma redução de 10% nas sessões de radioterapia e de 25% nas cirurgias de prioridade normal, por oposição a um aumento de 7% na cirurgia muito prioritária. "Fazendo menos cirurgias de prioridade normal, fez-se mais em cirurgia com muita prioridade", explicou António Sales, apelando aos doentes oncológicos a que "não tenham medo" de ir aos hospitais do SNS, uma vez que "os circuitos estão perfeitamente diferenciados e as condições de segurança são muito boas". No caso de idas a hospitais privados, "cada paciente terá de conhecer as condições antes do ato clínico".

A diretora-geral da Saúde revelou ainda que a DGS vai publicar novas indicações para os funerais "em breve". Graça Freitas explicou que as novas normas, como as atuais, terão de ter um "equilíbrio entre não deixar de tratar com dignidade um momento difícil mas minimizar o risco" e ressalvou que são as "entidades gestoras dos cemitérios e crematórios que tomam decisões sobre o número máximo de pessoas" presente nos funerais.

Desde o dia 1 de março, já foram feitos mais de 566 mil testes de diagnóstico, e de 1 a 11 de maio, a média diária de testes foi de 12.600. "Como reconheceu a OCDE, estamos entre os países que mais testes fazem", completou o secretário de Estado, adiantando ainda que estão a ser feitos 250 testes por dia nos estabelecimentos prisionais, estando previsto que essa capacidade aumente nos próximos dias para 450 testes diários. E admitiu que está a ser estudada a hipótese de fazer testes a pescadores de algumas regiões, tendo em conta que as embarcações são espaços que reúnem muitas pessoas ao mesmo tempo.

Casos aumentam 0,8% e taxa de letalidade mantém-se

Houve um aumento de 0,8% no número de novos casos nas últimas 24 horas, registando-se agora 28132 infetados desde o início da pandemia em Portugal. Nesta altura, 692 dos doentes estão em internamento, 103 dos quais em cuidados intensivos. Dos casos confirmados, 82,1% estão a ser acompanhados no domicílio e 2,5% estão internados (0,4% nos cuidados intensivos). Registam-se ainda 3182 casos de recuperação (mais 169 do que na terça-feira e 11,3% do total de positivos).

A taxa de letalidade global da covid-19 em Portugal continua nos 4,2%, e nos 15,3% no caso de pessoas com mais de 70 anos.

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