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Eurogrupo vai debater impacto do coronavirus na economia europeia

Eurogrupo vai debater impacto do coronavirus na economia europeia

O ministro das Finanças e presidente do Eurogrupo, Mário Centeno, vai reunir-se, nos próximos dias, com os ministros das Finanças e Economia da União Europeia para avaliar os impactos do coronavírus nas economias dos países da UE e estudar medidas a adotar para minorar esses efeitos.

O anúncio foi feito, na manhã desta segunda-feira, pelo primeiro-ministro António Costa, quando instado a abordar as preocupações do Governo relativamente ao avanço do novo coronavírus e as suas consequências na economia mundial.

"O senhor ministro e presidente do Eurogrupo vai ter uma reunião, por teleconferência, a meio desta semana, com os ministros da Economia e da Finanças da União Europeia, para avaliar o que está a ser feito à escala europeia e os impactos que tem nas economias da União e também estudar medidas que possam vir a ser tomadas para minorar esses efeitos", referiu António Costa, no final da cerimónia de apresentação do novo programa de ação "Justiça + Próxima", que decorreu em Lisboa.

Apesar de recomendar "tranquilidade" perante o aparecimento dos dois primeiros casos de coronavírus em Portugal, o líder do Executivo reconheceu que a situação está a ter reflexos na Economia mundial. "Em concreto, há quebras em algumas cadeias de fornecimento, designadamente na área industrial para componentes de origem na China, onde, estando a laboração parada, está interrompido o fluxo de fornecimento de peças", sublinhou Costa.

Acrescentou que, na tarde desta segunda-feira, o ministro da Economia, Pedro Siza Vieira, vai reunir com as associações empresariais para analisar os efeitos desta situação concreta.

Economia à parte, o primeiro-ministro desejou as melhoras aos dois cidadãos infetados em Portugal e deixou o apelo no sentido de que "sejam seguidas as recomendações das autoridades e da linha Saúde 24". António Costa disse ainda que tem "confiança no sistema de saúde e em todos os seus profissionais" que, destacou, "seguramente estarão à altura de enfrentar esta situação".